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A Biblioteca Central (BC) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) está subordinada, tecnicamente e administrativamente à Biblioteca Universitária (BU). A BC integra o Sistema de Bibliotecas da UFMG (SB/UFMG), que é composto por 26 bibliotecas, todas coordenadas tecnicamente pela BU, órgão suplementar vinculado à Reitoria.

A BC tem como finalidade proporcionar ao corpo docente e discente dos cursos de graduação do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) e Instituto Ciências Exatas (ICEx) o acesso aos produtos e serviços das bibliotecas, assim como aos recursos informacionais de suas respectivas áreas de atuação. 

A unidade também atende os funcionários vinculados diretamente à Administração Central da Reitoria, que não estão vinculados a nenhuma unidade acadêmica, proporcionando-lhes acesso aos produtos e serviços da biblioteca, além de disponibilizar instalações adequadas para pesquisa e estudo.

Carrossel contendo imagens da parte externa e interna da BC (Arquivo CEDECOM/UFMG)

História da BC

A história da Biblioteca Central (BC) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) está atrelada à história da Biblioteca Universitária (BU), que outrora funcionava fora do campus Pampulha, na chamada Cidade Universitária. 

A BU representava um sistema de bibliotecas descentralizado, em que as bibliotecas eram vinculadas física, técnica e administrativamente às diversas Faculdades e Departamentos, apresentando desigualdades quanto à formação e uso das coleções.  (GARDINI; MAFRA e SOARES,  1986, p. 699)

A BU foi trazida para o Campus Pampulha, passando a ocupar um espaço no subsolo do prédio da reitoria. Após definição da instalação física das unidades acadêmicas no campus da Pampulha e com criação da Coordenação de Bibliotecas Universitárias em 1968, traçou-se “as diretrizes de funcionamento do Sistema Bibliotecário da UFMG, para permitir a elaboração do projeto do prédio da Biblioteca Central” (GARDINI; MAFRA e SOARES,  1986, p. 699)

Também nessa época, foi aprovado o Plano de Reestruturação do Estatuto e Regimento da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que altera a denominação da Coordenação de Bibliotecas Universitárias para a Biblioteca Universitária (BU). 

Ficou estabelecido ainda, que caberia a BU, por meio de uma política global, planejar e centralizar as atividades das bibliotecas das unidades acadêmicas e administrativas.

Em 1974 foi aprovado o plano de zoneamento do Campus da Pampulha, que previa a construção do edifício da Biblioteca Central, foram realizados inúmeros projetos visando à implantação de um sistema integrado e em 1976 foi estabelecida a dotação orçamentária centralizada na Biblioteca Universitária para aquisição de material bibliográfico. 

Em junho do mesmo ano, todas as bibliotecas integrantes do sistema de bibliotecas da UFMG foram vinculadas técnica e administrativamente à Biblioteca Universitária. A centralização do sistema de bibliotecas foi deliberada em junho de 1977.

A bibliotecária Marília Júnia de Almeida Gardini foi a idealizadora do projeto para construção do prédio da Biblioteca Central, com contribuição da Dra. Etelvina Lima, que teve um papel importante na implantação da biblioteca na UFMG. 

Carrossel contendo imagens antigas da época da construção da BC, no componente há imagens da parte externa e interna da BC (Arquivo CEDECOM/UFMG)

Naquela época, a centralização de bibliotecas estava ocorrendo ao longo do país em outras Universidades, como por exemplo nas Universidade de Brasília, Curitiba, e do Rio Grande do Sul. O projeto da BC seguiu os modelos norte-americano de bibliotecas. O projeto arquitetônico foi desenvolvido pelo arquiteto Cláudio Mafra Mosqueira.

Em uma entrevista concedida a revista Perspectivas em Ciência da Informação, (2010, grifo nosso), a bibliotecária Marília Júnia de Almeida Gardini explica o porquê da criação da Biblioteca Central e como foi o processo, desde a idealização até a sua finalização:

[…] Era uma época em que várias universidades estavam migrando para bibliotecas centrais, como por exemplo, Brasília, Curitiba, Universidade Federal do Rio Grande do Sul. E naquele ‘boom’ de bibliotecas, totalmente centralizadas, na nossa opinião, era necessário centralizar as unidades básicas que já estavam no campus – como ICEX e ICB.  […] Foi então que encontrei o projeto feito pela Prefeitura da UFMG, já citado, e que foi recusado no todo. Era um projeto que previa um prédio e três andares, sendo dois no subsolo e que não tinha possibilidade de ligação futura. Então, recusei o projeto e parti em busca de um projeto melhor, um projeto onde já pudéssemos imaginar vinte, trinta, cinquenta anos pela frente. E foi assim que o novo projeto nasceu: da ideia, depois foi para o papel, com um jovem arquiteto, que partiu junto comigo a procura de bons exemplos, bons modelos. Então nós fomos conhecer todas as bibliotecas centrais, analisando as vantagens e desvantagens de cada prédio e de cada sistema de centralização.

O prédio da Biblioteca Central foi planejado e construído sem nenhum financiamento da UFMG. Todo recurso para construção e compra de equipamentos foi financiado pelo Centro de Desenvolvimento e Apoio Técnico à Educação do Ministério da Educação (CEDATE). Já o mobiliário para o prédio foi financiado pelo FINEP.

O prédio BC foi construído em 1980 e logo após a finalizada a construção foram transferidos para o prédio as coleções do ciclo básico dos ICEx e ICB e o prédio passou a abrigar a administração da BU, mas a inauguração só ocorreu no ano seguinte, em 1981.

Em 1981, ano da inauguração do prédio da Biblioteca Central, ocorreu também a centralização dos serviços de processamento técnico, e elaboração da primeira versão do regimento da Biblioteca Universitária. 

Nos anos seguintes, acontece a descentralização do processamento técnico, onde as bibliotecas da UFMG são desvinculadas administrativamente da Direção BU, permanecendo somente a vinculação técnica. Manteve-se centralizada na Biblioteca Universitária apenas a aquisição de material bibliográfico. E em 1987 fica estabelecido que a Biblioteca Central, em nível técnico, passa a ser definida nos mesmos moldes das bibliotecas setoriais.

Sendo assim, a BC é uma das 26 bibliotecas setoriais que compõem o SB/UFMG. Mas é subordinada tecnicamente e administrativamente a BU, que “é um órgão suplementar vinculado à Reitoria, responsável tecnicamente pelo provimento de informações necessárias às atividades de ensino, pesquisa e extensão da Universidade”.

Se interessou pela história da BC? Então confira as nossas referências:

ARAUJO, Ana Rita. Prédio da Biblioteca Central completa 25 anos: Edifício concentra livros didáticos dos ciclos básicos de ciências exatas e biológicas, obras raras e coleções especiais. Boletim UFMG. Belo Horizonte, nº 1560. Ano 33, 11 de dezembro de 2006.  Disponível em: https://www.ufmg.br/boletim/bol1560/terceira.shtml. Acesso em 30 set 2022.

GARDINI, Marília de Almeida. Trajetória e faces de Marília Júnia de Almeida Gardini: bibliotecária e docente por formação, arquiteta na ação e artista plástica na contemporaneidade. Perspectivas em Ciência da Informação, v.15, n. especial, novembro de 2010. Disponível em: http://portaldeperiodicos.eci.ufmg.br/index.php/pci/article/viewFile/1216/820. Acesso: Acesso em 21 set 2022.

GARDINI, Marília Júnia de Almeida; MAFRA, Claudio; SOARES, Vera Gláucia Mourão. Um prédio de biblioteca central: o modelo da UFMG, Repositório FEBAB. 1986. acesso em 21 de setembro de 2022, http://repositorio.febab.org.br/items/show/1986. Acesso em 21 set 2022.

UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS. Biblioteca Universitária. A Informatização das Bibliotecas da UFMG – Plano de ação 1995-1997. versão preliminar, maio de 1995. Belo Horizonte: UFMG

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