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Palavra de mulher tem força. Leia Mulheres

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Não é de hoje que as mulheres tentam ampliar seus espaços de atuação no campo literário. Um almanaque datado do século 19 já trazia, em seu cerne, um projeto político visando à promoção das práticas de leitura e escrita entre as mulheres. Voltado principalmente para o acesso à grande literatura e para o combate a certos textos e temas como moda, beleza e utilidades domésticas, o “Almanach das Senhoras” era dirigido exclusivamente por mulheres e circulou durante quase sessentas anos em Portugal, de 1871 a 1927. Contava com a colaboração de escritoras portuguesas, brasileiras e espanholas, fornecendo espaço para exporem seus trabalhos literários e se engajarem nas causas feministas da época.

A fundadora do “Almanach das Senhoras”, Guiomar Torrezão, trabalhou como tradutora, diretora e consultora de periódicos, poetisa, romancista e folhetinista. Também foi colaboradora do jornal “A voz feminina”, de 1868, apontado pela estudiosa portuguesa Maria Ivone Gomes como o primeiro jornal feminista da Europa.

 

A Divisão de Coleções Especiais e Obras Raras da UFMG,no quarto andar da Biblioteca Central, possui edições do “Almanach das Senhoras” que podem ser consultadas mediante agendamento pelo telefone (31)3409-4615 ou pelo e-mail colesp@bu.ufmg.br

Ainda no século 19, nos Estados Unidos, um grupo de mulheres jornalistas, após impedido de participar de um evento literário por causa do gênero, fundou o “Sorosis”, clube de mulheres voltado para estudos e leituras de obras escritas por mulheres. Essa iniciativa inspirou a multiplicação das associações femininas naquele país.

E no século 21, as disparidades na produção literária e na leitura de obras escritas por mulheres ainda evidenciam a necessidade de se estimular iniciativas como essa. Pensando nisso, a escritora inglesa Joanna Walsh criou, em 2014, a campanha #ReadWomen (Leia Mulheres). O que era, no início, um desafio para ler apenas mulheres durante um ano, se tornou uma celebração da escrita das mulheres e um chamado para os revisores, os festivais e os prêmios de livros – que, predominantemente, favorecem os escritores masculinos – dirigirem olhares igualitários para as produções feitas por mulheres.

No Brasil, o “Leia Mulheres” se expandiu por vários estados e cidades, realizando encontros mensais para mostrar a diversidade de gêneros, personagens, tramas e contextos presentes nas obras escritas por mulheres. Na capital mineira não é diferente. “Por muito tempo a literatura escrita por mulheres foi categorizada como ‘literatura feminina’, não importando de qual gênero literário o livro se tratasse, mas a escrita das mulheres tem uma diversidade enorme. Elas escrevem todos os gêneros, sobre vários assuntos. Acredito que as mulheres têm diversificado mais. Os personagens criados pelos homens são, geralmente, homens de classe média, enquanto os das mulheres variam muito mais. Elas dão mais voz a outros personagens”, afirma Mariana Castro,uma das mediadoras do projeto em Belo Horizonte.

Desde 2015, o grupo realiza encontros mensais em BH.Para cada encontro é escolhido um tema diferente, sempre aberto a sugestões e votação. E além de incentivar a leitura de obras escritas por mulheres, visa também promover uma ação política junto ao mercado editorial. “Existem poucas mulheres sendo publicadas e, consequentemente, poucas mulheres sendo lidas. Então, temos uma ação política e um pouco mais pragmática, uma mensagem para os editores de que estamos lendo mulheres e de que é necessário publicar mais obras de mulheres para que tenham mais visibilidade.

Queremos fazer do clube um espaço para conhecer autoras que recebem pouco espaço na mídia, no mercado editorial e nas livrarias. Buscamos, então, pesquisar para levar ao grupo essas possibilidades de sair do óbvio”, enfatiza Olívia Gutierrez, que também é mediadora do projeto em BH.

Iniciativa semelhante ao “Leia Mulheres”, o “Palavra de mulher – clube de leitura das mina” foi criado em julho de 2017 em Belo Horizonte, a partir de uma ideia compartilhada no grupo de Facebook das mulheres do curso de Comunicação Social da UFMG. “Muito inspirada pelo Cineclube Aranha, que acontece mensalmente no bairro Santa Tereza desde 2016, exibindo e discutindo filmes realizados por mulheres, eu lancei a ideia de criarmos o clube de leitura, e a recepção foi ótima desde o início. O “Palavra de Mulher” tomou corpo, então, colaborativamente: votamos juntas o nome, as diretrizes para a identidade visual, os dias, horários e locais dos encontros. Todos os livros são escolhidos a partir de votação, presencial ou realizada pelo grupo no Facebook, que também está aberto a novas membras, sempre”, explica Camila Bahia, idealizadora do “Palavra de Mulher”.

Camila conta que na primeira reunião discutiram o livro “Quarto de Despejo – Diário de uma Favelada”, da Carolina Maria de Jesus. “O encontro foi cheio, a gente se abarrotando em cadeiras, tamboretes e pelo chão, com pessoas que a gente não conhecia, unidas só pelo desejo de conversar sobre a obra-prima que é “Quarto de Despejo”. Filhas levaram suas mães e vice-versa. Amanda Pontes, uma das integrantes do clube, recitava trechos inteiros do livro, e eu sentia a experiência literária sendo dilatada, exatamente como sonhou o desejo que nos moveu à criação do “Palavra de mulher”. É um livro de cabeceira e foi muito forte a discussão sobre ele”, relembra.

Acervo UH / Folha Press

Na década de 1960, Carolina Maria de Jesus descrevia, em seu diário, o cotidiano triste e cruel da vida na comunidade do Canindé, em São Paulo, onde vivia com seus três filhos, sustentados pelo seu trabalho como catadora de papel. A linguagem simples e contundente do diário virou um livro comovente, marcado pelo realismo e sensibilidade do relato daquela que é considerada uma das mais importantes escritoras negras do Brasil.

 

Dois séculos se passaram do momento de criação do “Almanach das Senhoras”, em Portugal, à criação dos clubes de leitura “Leia Mulheres” e “Palavra de Mulher”. No entanto, a mensagem permanece: Palavra de mulher tem força. Leia Mulheres.

Curta as páginas “Palavra de Mulher – clube de leitura das mina” e “Leia Mulheres – Belo Horizonte” no facebook para saber mais sobre os encontros e iniciativas desses projetos.

 

(Carla Pedrosa)

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