Em busca das origens da Biblioteca Universitária da UFMG
A Biblioteca Universitária está para o Sistema de Bibliotecas da UFMG assim como o Sol está para o Sistema Solar. E em órbita com a BU estão vinte e cinco ‘planetas do saber’ (bibliotecas) nas mais diversas áreas do conhecimento. Essa analogia astronômica ajudará a explicar o que é a
Biblioteca Universitária e a distingui-la da Biblioteca Central, onde está atualmente localizada.
O nome Biblioteca ‘Central’ (BC) passa a ideia de ‘centro’, no caso, do Sistema de Bibliotecas, mas na verdade é a Biblioteca Universitária (BU) que desempenha esse papel, sendo a BC um dos 25 planetas que a orbitam. E apesar de a Biblioteca Central ter sido construída para centralizar os acervos das bibliotecas do Campus Pampulha, nela encontram-se livros de apenas duas áreas – exatas e biológicas -, o Acervo dos Escritores Mineiros, bem como os departamentos administrativos e a Divisão de Coleções Especiais e Obras Raras da Biblioteca Universitária.
É a BU, antes conhecida como “Coordenação de Bibliotecas Universitárias”, que direciona a BC e os demais ‘planetas’ do Sistema, interconectando-os.

Lugar especial dentro do Universo UFMG
O Sistema Solar está inserido em um conjunto maior: o Universo. O Sistema de Bibliotecas também: no ‘Universo do Conhecimento’ UFMG.
Criado em 1927 como Universidade de Minas Gerais (UMG), esse ‘Universo’ se expandiu e foi federalizado, unindo diversas escolas e faculdades (galáxias) existentes em Belo Horizonte e suas respectivas bibliotecas (planetas do saber).
Após a gestão de Etelvina Lima, que durou nove anos – de 1966 a 1975 – passaram pela diretoria da Biblioteca Universitária doze diretores (as), com seus respectivos vice-diretores (as).
A princípio, o cargo de diretor da BU era ocupado por professores indicados pela reitoria da UFMG. A partir de 2001, iniciou-se o processo eleitoral para escolha da diretoria da BU, sendo permitida a candidatura de servidores técnico-administrativos com formação em Biblioteconomia.
“O processo eleitoral para o cargo de gestor da BU foi uma grande conquista. Com os conhecimentos técnicos das funções exercidas pelos profissionais de Biblioteconomia, pudemos trazer um olhar prático, em busca de alternativas para questões do dia a dia das bibliotecas”, afirma o bibliotecário Wellington Marçal de Carvalho, há quatro anos à frente da direção da BU, junto com a bibliotecária Anália Gandini Pontelo (vice-diretora).
Gente que faz história

Arquivo
Quando gestora da Biblioteca Universitária, Etelvina Lima escreveu tese de doutorado sobre a “Estrutura Organizacional da Biblioteca Universitária da Universidade Federal de Minas Gerais: um estudo de centralização e descentralização”. Na pesquisa, apresentou um plano de centralização das decisões técnico-administrativas e dos acervos das bibliotecas da UFMG em um único espaço: na Biblioteca Central (BC). O PDF da tese está disponível no site www.bibliotecadigital.ufmg.br

Arquivo UFMG
Foi Marília Júnia Gardini, terceira gestora da BU, quem acompanhou o projeto de construção da BC e conseguiu, junto ao governo federal, os recursos para construir e mobiliar o prédio. A Biblioteca Central, desde sua construção na década de 80, recebeu os setores administrativos da Biblioteca Universitária, antes localizados na Reitoria.
Desde suas origens na década de 60, o Sistema de Bibliotecas passou por importantes transformações, seja em termos de informatização, como também de criação de novos produtos e serviços. Confira alguns marcos dessa história:

(Carla Pedrosa)

