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Dons de Felicidade

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Dayane Gomes / Biblioteca Universitária UFMG

Quando Felicidade Perpétua Tupynambá subiu na boleia de um caminhão que ia para a cidade de Pedra Azul, a aproximadamente 300 km de Montes Claros, seu sonho era lecionar. A montesclarense nasceu em 1909 e, nesta época, não era fácil ensinar nas escolas da cidade, onde o Coronelismo afetava até mesmo a escolha de professores.

Cem anos após o seu nascimento, era em um dos mais tradicionais colégios de Montes Claros, o Colégio Imaculada Conceição, que se homenageava a história de Dona Feli. Talvez ela não imaginasse que, após três anos lecionando em Pedra Azul, sua carreira a levaria a grande parte das escolas montesclarenses.

“Tudo em Dona Feli era magia”, escreve sua antiga aluna Carmen Netto Victoria no livro “Crônicas do Coração”. “Escreveu livros, ia a festas, trabalhava com o poder de se multiplicar por mil, tão distinta, tão leve, tão bela!”.

Carmen conta que Felicidade inspirava os alunos a ver a realidade com outros olhos, procurando beleza na natureza e na arte. A professora ia além: nos desenhos e rabiscos feitos pelas crianças do pré-escolar, Dona Feli descobriu um outro mundo.

“O Mundo Interior da Criança”, escrito em 1975 pela professora, ainda é referência na área.

A obra traz questões ligadas ao sentido, compreensão e arte infantil, em meio às fases do desenvolvimento psicológico da criança. Segundo Simone Monteiro, coordenadora do curso de Psicologia das Faculdades Integradas Pitágoras, pela falta de cursos da área nas décadas de 50, 60 e 70, Dona Feli foi autodidata – e uma percursora no formato que optou por trabalhar.

Com os cabelos presos em um laço de veludo e um clássico colar de pérolas, Felicidade é lembrada como uma lady. Declamava poesias, ensinava etiqueta e organizava festas. Era também figura importante na Prefeitura e na Academia Montesclarense de Letras, escrevia para jornais e revistas e se enveredava pelos estudos da Psicologia. Até os 90 anos, ainda conservava a energia da menina que, tantos anos atrás, subiu naquele caminhão.

(Lívia Araújo)

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