
Agostinho Neto, além de exímio escritor, lutou pela libertação da Angola, tornando-se o primeiro presidente do país. Foto: Matias Mesquita
Com mais de 250 milhões de falantes, o português é considerado o quarto idioma mais falado do mundo, registrando uma das taxas de crescimento mais elevadas na Internet, nas redes sociais, na aprendizagem como língua estrangeira e, claro, também na literatura. Para comemorar a exuberância do idioma, o Dia da Língua Portuguesa e da Cultura é celebrado no dia 5 de maio em Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tome e Príncipe, Timor Leste e no Brasil.
A data foi instituída em 2009 pela Comunidade dos Países de Língua Portuguesa – CPLP, em uma decisão do XIV Conselho de Ministros da CPLP, realizado em junho de 2009, em Cabo Verde. O objetivo da comemoração é reafirmar a importância da língua portuguesa como meio de difundir as diferentes culturas entre os países que falam português e projetar internacionalmente os valores culturais do idioma.
Ao celebrar a literatura em língua portuguesa, não há como deixar de citar “Os Lusíadas”, de Luís de Camões, “O primo Basílio”, de Eça de Queirós, ou “Ensaio sobre a Cegueira”, de José Saramago. Mas precisamos inverter o olhar, descolonizá-lo, e assim atentar para a escrita, por exemplo, do cabo-verdiano Corsino Fortes, em “Pão e Fonema”, dos angolanos Agostinho Neto, com “Sagrada Esperança”, e Uanhenga Xitu, em “Maka na Sanzala” e “Manana”, ou ainda dos guineenses Hélder Proença, com “Não posso adiar a palavra” e Odete Semedo, com “No fundo do canto”.
Todos esses livros estão disponíveis no Sistema de Bibliotecas, principalmente na Biblioteca Prof. Rubens Costa Romanelli, da Faculdade de Letras, que possui acervo especial de escritoras e escritores africanos. E viva a diversidade cultural dos países que falam português!
(Alexandre Vilaça)

