Vice-diretor da BU apresentou, em palestra, ações afirmativas empreendidas pelo Sindifes
Wellington Marçal destacou as publicações sobre esse tema divulgadas nos mais de 400 boletins impressos do sindicato

Wellington Marçal, vice-diretor da BU, e Rogério Fidelis, do Sindifes, em roda de conversa do Novembro Negro. Foto: Carla Pedrosa/ Biblioteca Universitária UFMG
Nesta quinta-feira (28) aconteceu, no auditório do segundo andar da Biblioteca Central, a roda de conversa ‘Ações afirmativas: inclusão e diversidade’, como parte da programação do Novembro Negro na UFMG. Wellington Marçal de Carvalho, vice-diretor da Biblioteca Universitária (BU), foi o palestrante do evento, que contou com mediação de Rogério Fidelis, do Sindicato dos Trabalhadores nas Instituições Federais de Ensino (Sindifes).
Wellington integrou, por duas gestões, a diretoria executiva colegiada do sindicato, do qual é atualmente representante suplente no Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos. Na palestra, mostrou as ações afirmativas do Sindifes elencadas nos mais de 400 boletins impressos da instituição. Destacou a importante atuação da servidora Yone Maria Gonzaga para dar visibilidade à temática racial no Sindifes e fomentar as discussões na UFMG. O vice-diretor da BU pontuou, sobretudo, o engajamento da servidora no grupo de trabalho antirracismo e a dissertação por ela defendida em 2011: ‘Trabalhadores e trabalhadoras técnico-administrativos em educação na UFMG: relações raciais e a invisibilidade ativamente produzida’.
Ao final da palestra, Wellington ressaltou a importância de pautar as ações afirmativas do Sindifes dentro das atividades do Novembro Negro na UFMG. Também apontou o arrefecimento das discussões acerca da temática racial, pelo sindicato, após a criação da Lei de Cotas – fruto da luta dos movimentos negros e de outros movimentos sociais pelo acesso ao ensino superior. “Observo a necessidade de o Sindifes retomar esse engajamento nos debates acerca das ações afirmativas, tendo em vista os obstáculos e invisibilidade ainda enfrentados pelos servidores técnico-administrativos em educação negros”, ponderou Wellington Marçal.

