Lançamento do livro “O menino Catopê” no COLTEC resgata a tradição do Congado

Divulgação
A bibliotecária da UFMG e pesquisadora Sandra Helena Barroso lança, no dia 14 de agosto, o livro “O menino Catopê”, inspirado na tradição cultural do Congado na Comunidade de Pinhões, em Santa Luzia-MG.
O lançamento do livro acontecerá no saguão do Colégio Técnico (COLTEC/UFMG), a partir das 11h da manhã. O livro será vendido à R$15 e todo dinheiro arrecadado será revertido para a Associação da Sociedade de Pinhões.
Haverá apresentações do Grupo Renascer, dos Catopês e das Mulheres de Pinhões, além da degustação de comidas típicas e sorteio.
O evento é uma realização dos alunos do Curso Técnico em Biblioteca do PRONATEC/COLTEC, em parceria com a Biblioteca do COLTEC e com o apoio da Seção de Logística Operacional do Colégio Técnico.
A iniciativa atende à norma da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) que exige o ensino de arte e, principalmente, das expressões regionais e da história e da cultura afro-brasileiras nas escolas.
Sobre “O menino Catopê”
O livro conta a estória de Caíque, uma criança que sonha em se tornar um Catopê, um congadeiro, membro do Congado de sua comunidade. Durante a narrativa, Caíque consegue (re) descobrir a própria identidade cultural através da busca de meios para concretizar seu sonho. Por meio desse personagem principal, os leitores têm a oportunidade de descobrir e conhecer os costumes Catopês, que são parte importante da diversidade cultural do país.
Com a convivência na Comunidade de Pinhões, a autora do livro, Sandra Barroso, acompanhou a maneira pela qual a tradição e a importância de ser um Catopê é transmitida de geração em geração, dos mais velhos para as crianças.”Um dia eu estava entrevistando um senhor que é o Catopê, o ancião da Comunidade dos Pinhões, quando irrompeu na sala o neto desse senhor vestindo a roupa de Catopê e chamando pelo avô. Foi nesse momento que eu decidi: ‘eu vou escrever sobre isso'”, conta Sandra.
A autora faz pesquisas referentes às manifestações culturais brasileiras, principalmente as de origem africana e indígena e, desde 2008, tem se dedicado ao estudo do Catopê nas festas de Nossa Senhora do Rosário da Comunidade de Pinhões, em Santa Luzia-MG.

