Inovações do Repositório Institucional da UFMG são apresentadas em Portugal

Carla Pedrosa / Biblioteca Universitária UFMG
Em participação na 9ª conferência luso-brasileira de acesso aberto, realizada em Portugal no início deste mês de outubro, a bibliotecária Izabel Antonina apresentou as inovações propostas pelo Repositório Institucional da UFMG, que será lançado em dezembro deste ano. A apresentação surtiu um impacto tão positivo que o Instituto Brasileiro de Ciência e Tecnologia (Ibict) convidou a UFMG a compartilhar as inovações do seu repositório institucional com as demais universidades do Brasil.
O Repositório visa unificar em plataforma comum, preservar, dar visibilidade e acesso a toda produção intelectual da UFMG. Isso abrange tanto as publicações científicas, quanto as culturais, recursos educacionais, teses, dissertações e documentos de gestão. Por meio dele, será possível ter acesso ao documento completo das publicações científicas, quando elas estiverem em acesso aberto. Quando não estiverem, serão disponibilizados links para os editores das publicações.
Organizado em quatro comunidades, o Repositório abrange as áreas de ensino, pesquisa, extensão e gestão da Universidade.A comunidade de publicações científicas e culturais dará acesso a artigos, livros, capítulos de livros, relatórios e projetos de pesquisa, apresentação de trabalhos e trabalhos publicados em eventos de autoria ou coautoria dos membros da UFMG. Para essa comunidade já foram importados, da Plataforma Lattes, mais de 38 mil dados referentes à produção do ano de 2016.

Izabel Antonina / Biblioteca Universitária UFMG
A comunidade da Biblioteca Digital de Teses e Dissertações (BDTD), por sua vez, continuará a abrigar documentos resultantes de atividades de ensino e pesquisa da comunidade UFMG. No entanto, os próprios estudantes arquivarão esses documentos no repositório e os bibliotecários das unidades acadêmicas validarão os arquivos recebidos.
Já na comunidade de recursos educacionais, estarão disponíveis objetos digitais relacionados com o ensino-aprendizagem. E a comunidade de gestão disponibilizará conteúdos como relatórios anuais de gestão, manual de processos, entre outros.
Além da disponibilização de toda a produção intelectual por meio dessas quatro comunidades, o trabalhado realizado pelo Repositório Institucional da UFMG inovou também na customização de metadados do sistema. “Nós customizamos metadados para organizadores, órgãos financiadores de pesquisa, departamentos da instituição, identificadores para autores e para as publicações. Tudo isso facilita a organização e recuperação de informações”, explica Izabel.
Outro diferencial é a utilização de regras para importar dados da Plataforma Lattes. “Aplicamos algumas regras de padronização em metadados como título, autor, palavras-chave, entre outros. A partir das regras que identificamos, o Centro de Computação da UFMG criou os algoritmos para a importação dos dados mais padronizados, que facilitaram o trabalho de tratamento da informação”, pontua a bibliotecária.
As regras de padronização utilizadas para importar dados da Plataforma Lattes estão descritas no artigo Importação da produção intelectual da Universidade Federal de Minas Gerais a partir dos currículos da Plataforma Lattes: um desafio para ampliação do acesso aberto, escrito pelas bibliotecárias Izabel e Luciana Gonçalves. O artigo será disponibilizado, em breve, no sitedos Cadernos BAD.
Implantação e lançamento do Repositório
O trabalho de implantação do Repositório Institucional da UFMG está sendo realizado há mais de dois anos por uma equipe composta por profissionais da Diretoria de Governança Informacional (DGI), do Sistema de Bibliotecas da UFMG, da Faculdade de Medicina, do Centro de Apoio à Educação a Distância (Caed), da Diretoria de Tecnologia da informação (DTI), da Diretoria de Inovação e Metodologias de Ensino (Giz) e da Pró-Reitoria de Pesquisa (PRPq).
O lançamento do Repositório da UFMG está previsto para o mês de dezembro na Universidade Federal de Minas Gerais, em um evento que contará com palestrantes que representam o movimento de acesso aberto à produção científica no Brasil.

