In-paridades: desenhos e individualidades na Biblioteca Central
Exposição dos alunos de Conceição Bicalho traz diferentes técnicas e temáticas do desenho para o saguão do 2º andar
Na próxima segunda-feira (03), a Biblioteca abre o mês de outubro com uma exposição ímpar dos alunos da habilitação Desenho do curso de Artes Visuais da UFMG. Trata-se da mostra “In-paridades”, que brinca com o prefixo “in” para indicar tanto as individualidades dos artistas, quanto suas semelhanças, dentro (ou “in”) da linguagem do desenho. Os sete alunos, que são uma coletiva de períodos e estilos diferentes, apresentarão trabalhos que desenvolveram ao longo do curso. Até o dia 30, o saguão do segundo andar da Biblioteca Central estará repleto de arte que pode ser apreciada de segunda a sexta, de 7h30 às 22h.
“São pessoas díspares – com trabalhos ímpares – que, às vezes, se encontram em pares”, diz Conceição Bicalho, curadora da exposição.
A professora da Escola de Belas Artes destaca que as técnicas e os processos de criação podem ser diferentes, mas que os alunos “são unidos pelos laços do desenho como linguagem prioritária e escolha pela formação profissional”.
Um destaque entre os artistas da mostra é Diego Luan de Medeiros, que expõe 28 de seus trabalhos, principalmente histórias em quadrinhos autorais – de desenho inovador e roteiro original. Enquanto Diego já se formou, Vinícius Ribeiro está no terceiro período do curso e também traz algumas obras, prometendo ser um grande desenhista. Com giz pastel, nanquim colorido, guache e acrílica sobre tecido, o estudante traz um pouco de seu estilo para a exposição.
Dayse Heilbuth aposta em livros de artista, enquanto Adélia Metz faz desenho ou design de superfície – que, segundo Conceição Bicalho, é ao mesmo tempo decorativo e um sério trabalho de arte. Além disso, Dayse produz obras bem pessoais, com figuras e deformações de bestiários medievais em uma estética contemporânea.
Até mesmo o grafitti se faz presente na “In-paridades”, com as obras de Gabriel Ravaiani, que também trabalha com nanquim e gravuras. A poética de Laís Drummond, com luminárias a gás e postes do século XIX, e o desenho digital do designer Lucas Marques também são importantes peças da exposição.

