Exposição Moléculas do amor

Carla Pedrosa / Biblioteca Universitária UFMG
De 21 de agosto a 31 de dezembro, a Biblioteca Central contará com uma exposição sobre a química de um assunto que interessa a todo mundo: o amor.
A frase “rolou uma química!” não podia estar mais certa, afinal existe mesmo uma explicação científica para o amor. Na exposição, você confere as moléculas que provocam frio na barriga, suor nas mãos e a sensação reconfortante de quando você abraça a pessoa amada.Tudo é causado por um fluxo de substâncias químicas fabricadas no corpo dos apaixonados.
De um jeito descomplicado e didático você aprende o formato, a composição e o funcionamento de hormônios como a adrenalina (responsável pelo coração que bate rápido quando se vê aquela pessoa especial), e a oxitocina (que faz com que os casais criem vínculos, evoluam para o sentimento de amor romântico, e continuem juntos).

Carla Pedrosa / Biblioteca Universitária UFMG
A exposição pode ser apreciada no segundo andar da Biblioteca Central, de segunda à sexta, das 7h30 às 22h. A elaboradora da mostra é a estudante de Química Pollyana F. Fradico e o curador, o Prof. Amary Cesar Ferreira.
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E por mais que mostrem que amar nada mais é do que o resultado de uma complexa cadeia de reações químicas do cérebro, ainda nos emocionamos e nos surpreendemos, afinal, nem só de química vive o amor:
“As sem-razões do amor
Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.
Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.”
Carlos Drummond de Andrade

