Espaço de Leitura recebe visita de estudantes da rede pública
A proposta é estimular nos alunos o interesse pela leitura e expandir as relações do Espaço com a comunidade externa

Alexandre Vilaça / Biblioteca Universitária UFMG
A tarefa de levar a prática da leitura para o cotidiano dos mais jovens contribui para facilitar o aprendizado na escola e democratizar o conhecimento. Na tarde dessa sexta-feira, dia 15, o Espaço de Leitura da Biblioteca Central recebeu visita de cerca de 30 estudantes da Escola Municipal Aurélio Pires para um bate-papo literário.
Tendo em conta a dificuldade em despertar o interesse pela literatura nas salas de aula, há três anos a escola estabeleceu um projeto onde os próprios alunos interessados se reúnem para compartilhar vivências de leitura. “A ideia do clube do livro é fazer uma troca literária, uma troca de experiências”, explica William Neves, um dos auxiliares da biblioteca da unidade municipal.

Pedro é um dos participantes do grupo e se sente estimulado pelo projeto da escola.
Foto: Alexandre Vilaça / Biblioteca Universitária UFMG
Participante assíduo do clube do livro, Pedro Hoffman, 14, considera a iniciativa muito importante, especialmente no caso de jovens como ele que não recebem muito estímulo em casa e sofrem preconceito pelos outros meninos em razão do gosto por literatura. Além dos estudantes, participaram do encontro as bibliotecárias Cleide Vieira de Faria, responsável pela administração da Biblioteca Central, e Marina Nogueira Ferraz, coordenadora do Espaço de Leitura.
“Como o público já era muito interessado, eles puderam aproveitar ao máximo o Espaço e entender mais o nosso acervo e os serviços prestados”, conta Marina. Ela inclusive chegou a ler um dos livros para o debate, “A vida na porta da geladeira”, de Alice Kuipers, que recebeu ótimas notas e recomendações pela turma.
Inaugurado em 2009, o Espaço de Leitura é um ambiente agradável voltado para a literatura de lazer. O objetivo é promover o acesso e a socialização por meio da leitura, formando novos ledores desde pequenos. “Acho que o principal é que os alunos saibam que é possível entrar e estar na universidade, fazer parte dessa comunidade; entender que a UFMG é para todos”, completa Marina.

Alexandre Vilaça / Biblioteca Universitária UFMG

