Espaço de Leitura promove debate sobre cultura e educação
Objetivo é discutir os papeis dos Ministérios da Cultura e da Educação diante da atual situação política
A Biblioteca Universitária, por meio do Espaço de Leitura da Biblioteca Central, convida toda a comunidade universitária para uma mesa-redonda sobre a inicial fusão e posterior separação do Ministério da Cultura (MinC) em relação ao Ministério da Educação (MEC), durante o atual governo do presidente interino Michel Temer. O debate acontecerá no dia 31 de maio, às 10 horas, no próprio Espaço de Leitura.
Na próxima terça-feira, acadêmicos e demais interessados terão a oportunidade de debater e refletir sobre o tema com pesquisadoras e pesquisadores da área. Irão compor a mesa-redonda a professora Marília de Abreu Martins de Paiva, da Escola de Ciência da Informação (ECI), e o professor Luciano Mendes de Faria Filho, da Faculdade de Educação (FaE). Dalgiza Andrade Oliveira, também professora do ECI, é quem mediará o debate no Espaço.
Marília é doutoranda em Ciência da Informação e professora assistente no Departamento de Organização e Tratamento da Informação da ECI. Doutor em Educação, Luciano é professor titular da FaE, onde exerce a função de diretor do Centro de Pesquisa, Memória e Documentação e coordena o projeto “Pensar a Educação, Pensar o Brasil”, iniciativa desenvolvida em rede por mais de uma dezena de instituições universitárias do país. Já nossa mediadora convidada, Dalgiza, é doutora em Ciência da Informação e diretora técnica da Comissão de Legislação e Normas do Conselho Federal de Biblioteconomia.
Ministérios em debate
De Secretaria para Ministério. De Ministério para Secretaria. De José Sarney a Michel Temer. Da responsabilidade do Estado às mãos da iniciativa privada. Pelo menos desde 1980, as políticas culturais têm muita história para contar. Seja na administração federal ou nos governos locais, há muito são intensas as discussões acerca da responsabilidade do Estado sobre a produção cultural e dos princípios que devem reger a elaboração das políticas para a cultura.
Não é diferente no que tange as políticas públicas educacionais no país. Ao longo do tempo, houve um processo de complexificação dos direcionamentos dessas políticas, com posturas mais conservadoras em alguns governos. Baixo orçamento destinado à educação, priorização do mercado, aumento de políticas públicas focalizadas, avanços dos movimentos sociais e conquistas de direitos são algumas das marcas históricas da educação brasileira.
“Não podemos escapar à noção de que os acontecimentos que vemos à nossa volta são essencialmente problemas nossos”, escreveu o economista indiano Amartya Sen. Em um cenário de mudanças em investimentos culturais e educacionais, as políticas públicas para esses setores também são problemas dos bibliotecários, que têm seu papel de profissional da informação é continuamente colocado em discussão. Afinal, o bibliotecário é agente público protagonista no fomento da mobilização da sociedade em prol do direito de informar-se e apropriar-se da cultura.
Impacto da separação MinC-MEC nas políticas públicas de cultura e educação
Data: 31 de maio de 2016, terça-feira
Horário: 10 horas
Local: Espaço de Leitura da Biblioteca Central da UFMG
Informações: (31) 3409-4613 | espacodeleitura@gmail.com

