Carro-Biblioteca participa do 8º Congresso de Extensão da AUGM
Em roda de conversa durante o evento, o segundo programa de extensão mais antigo da UFMG propôs ações para se tornar um laboratório para os docentes e discentes da Escola de Ciência da Informação

Da esq. para a dir., Letícia Oliveira, bolsista voluntária do Carro-Biblioteca e bolsista do Portal de Periódicos da UFMG, professora Marina Cajaíba, coordenadora do programa de extensão, e Luana Bozi, co-coordenadora. Foto: arquivo pessoal
Com o tema ‘Redes para a internacionalização da extensão universitária’, o 8º Congresso de Extensão da Associação de Universidades do Grupo Montevidéu (AUGM) começou na quarta-feira (26) e vai até esta sexta (28).
Durante o evento, a equipe do programa extensionista ‘Carro-Biblioteca: frente de leitura’, da Escola de Ciência da Informação (ECI), participou da roda de conversa sobre a institucionalização da extensão universitária.
Na ocasião, além de apresentar os êxitos do programa – que recebeu duas premiações na Semana do Conhecimento da UFMG no ano de 2025 – a equipe comentou sobre as dificuldades de se implementar a cultura da extensão na graduação, tanto pelo desconhecimento de muitos estudantes sobre a prática extensionista, como também pelo baixo engajamento docente e institucional em sua promoção. As diversas instituições presentes no evento, vindas de diferentes regiões do país, compartilharam experiências semelhantes e propuseram diretrizes e estratégias para transformar esse cenário dentro das instituições.
No contexto atual, a obrigatoriedade de que 10% da carga horária dos cursos de graduação seja destinada à extensão exige adaptações por parte das instituições, dos docentes e dos estudantes para que a extensão universitária seja, de fato, incorporada ao cotidiano acadêmico.
“Para cumprir esse desafio, nossa equipe planeja integrar cada vez mais o Carro- Biblioteca ao cotidiano da graduação, como um laboratório para pleno uso de docentes e discentes. Vamos oferecer aos alunos oportunidades de treinamento prático que envolvem o cotidiano de uma biblioteca, além de propor que os professores da unidade utilizem o carro em suas disciplinas como exemplo prático, tanto para fins de estudos de usuários, tratamento e organização da informação, quanto para desenvolvimento de coleções e planejamento de gestão. O carro é uma biblioteca viva e todo seu potencial pode ser melhor explorado pelo Curso de Biblioteconomia”, enfatiza Marina Cajaíba, coordenadora do programa de extensão.

