Projeto Biblioteca Escolar é destaque da Semana do Conhecimento na ECI

Curso de capacitação do projeto Biblioteca Escolar na Escola de Ciência da Informação da UFMG. Foto: ECI / UFMG
O projeto Biblioteca Escolar: Formação dos agentes, coordenado pela professora Marília Paiva e co-coordenado pela bibliotecária Sindier Alves, foi selecionado como o de maior relevância acadêmica entre os trabalhos de extensão da Escola de Ciência da Informação da UFMG em 2017.
Conhecer a realidade das bibliotecas escolares de Minas Gerais, por meio de visitas técnicas, e apoiar as políticas públicas de fomento a esses espaços – auxiliando na formação e capacitação de profissionais que possam neles atuar –, são os principais objetivos do projeto.
“Sindier e eu, juntamente com bolsistas e voluntários, percorremos escolas públicas que não contam com o profissional bibliotecário, e encontramos professor*s (professoras, na maioria absoluta dos casos) desmotivadas, fazendo um trabalho muitas vezes sem ter tido formação ou capacitação, e sem o reconhecimento dos colegas e dos gestores da escola. Nosso projeto vai ao encontro dessa demanda, por meio das visitas técnicas, da assessoria que fazemos e dos cursos que ministramos. As pessoas que atuam nas bibliotecas escolares nos dão um retorno expressivo do quanto as ajudamos, dando dignidade e significado ao trabalho que realizam. Isso não tem preço”, afirma Marília Paiva.
Tanto Marília, quanto Sindier possuem vasta experiência em bibliotecas escolares e têm esses espaços como objeto de estudo no doutorado. Elas também fazem parte de uma comissão do Conselho Regional de Biblioteconomia da 6ª Região que tem atuado na conquista e manutenção de melhorias nas bibliotecas escolares, inclusive tentando modificar a conduta da Secretaria de Educação de Minas Gerais a respeito desse assunto.
Para Sindier, o destaque acadêmico recebido pelo projeto Biblioteca Escolar: Formação dos agentes na Escola de Ciência da Informação traz luz a esses espaços, que, segundo ela, ainda não têm a devida ênfase nas escolas de biblioteconomia. Ela também destaca o reflexo, nas bibliotecas universitárias, dos investimentos em bibliotecas escolares. “Por meio do trabalho de bibliotecária do Sistema de Bibliotecas da UFMG, percebo a diferença dos estudantes que chegam à Universidade depois de terem passado por escolas que tinham bibliotecas escolares bem organizadas e que eram atendidas por bibliotecários, daqueles que não tiveram essa oportunidade. Por isso, reforço que é de grande importância que as bibliotecas escolares e as pessoas que nelas trabalham tenham o devido investimento, para que auxiliem na formação das competências informacionais dos alunos que as frequentam, tornando-os, ao chegarem à universidade, mais independentes na utilização dos serviços das bibliotecas universitárias”, enfatiza Sindier.

