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  • Projeto literário e político de Coetzee é analisado em coletânea organizada pela reitora da UFMG e pelo vice-diretor da Biblioteca Universitária

Projeto literário e político de Coetzee é analisado em coletânea organizada pela reitora da UFMG e pelo vice-diretor da Biblioteca Universitária

Ensaios críticos reunidos na obra retratam como o autor sul-africano aborda resistência, violência e vulnerabilidade por meio de engenhosos recursos literários

terça-feira, 22 de abril 2025, às 12h43

Coletânea apresenta análises críticas sobre as construções narrativas do escritor sul-africano J.M. Coetzee. Imagem: divulgação

Organizada pela reitora da UFMG, Sandra Regina Goulart Almeida, professora de estudos literários da Faculdade de Letras, e por Wellington Marçal de Carvalho, vice-diretor da Biblioteca Universitária (BU), a obra ‘J.M. Coetzee no Brasil: ensaios críticos’  traz exercícios interpretativos que mergulham no projeto literário e político desse renomado escritor sul-africano.

A coletânea reúne artigos de vários pesquisadores que retratam os caminhos literários utilizados por Coetzee para abordar temas como resistência, violência, vulnerabilidade e a utilização da tortura como instrumento de manutenção das máquinas imperialistas. São analisados recursos como a representação, o jogo de espelhos, a memória e as aproximações entre obras do próprio escritor e criações literárias de outros espaços e contextos do mundo.

“As articulações de Coetzee com a literatura latino-americana, o percurso ensaístico literário realizado por ele, o escrever contra si mesmo em oposição à escrita de si, dentre outras questões que se desdobram desse amplo panorama são investigadas na obra”, afirma Wellington Marçal. 

E a reitora Sandra Goulart destaca que, ao transitar entre factualidade e ficcionalidade, por meio do ‘embaralhamento entre vida vivida e vida inventada’ – como descreve a professora emérita Maria Nazareth Fonseca no prefácio do livro -, a produção literária do autor sul-africano retoma, ainda, a memória do apartheid e pós-apartheid na África do Sul e os impactos desses contextos políticos e históricos na contemporaneidade. 

“Literatura e crítica literária são potentes ferramentas para nos auxiliar a enfrentar a complexidade do mundo, sobretudo em contextos políticos e históricos profundamente marcados por regimes de violência, como é o caso do apartheid implementado na África do Sul. O gesto literário, em escritores engajados com a sua realidade, como Coetzee, assume como parte importante de seu projeto ficcional indagar as idiossincrasias que formam o tecido social e oferece possibilidades de desestabilizar tentativas de explicar a contemporaneidade em linhas  dicotômicas”, salienta a reitora. 

Literatura comparada

Reitora da UFMG, Sandra Goulart, e vice-diretor da BU, Wellington Carvalho, apontam novas possibilidades de pesquisa suscitadas pelos ensaios críticos reunidos na obra por eles organizada. Foto: Izabel Araújo/diretora Biblioteca Universitária

Os organizadores da coletânea destacam que vários estudos podem ser engendrados a partir das reflexões trazidas por Coetzee.

“A produção literária do autor se abre para diversas perspectivas no campo da literatura comparada, por meio de análises de obras de escritores brasileiros e de outros países que podem ser contrastadas com as importantes questões que Coetzee suscita. Um bom exemplo, que integra a presente coletânea, é o capítulo de autoria do pesquisador Miguel Nenevè que nos convida a uma reflexão sobre o mal causado pela imposição da força aos menos favorecidos – em nome de um império e do nacionalismo exacerbado – tanto em diferentes espaços da África, como na Amazônia ocidental. A mirada crítica de Coetzee, presente em sua vasta produção ensaística, também é bibliografia valiosa para estudos que tomam como objeto as muitas formas com as quais se concretizam sociedades assentadas em violações de toda espécie”, ressalta a reitora.

“São muito promissoras as pesquisas que aceitam a provocação expressa na obra de Coetzee e adentram seus textos com chaves de leitura das teorias pós-humanistas, por exemplo. Por outra perspectiva, pesquisar sobre a importância que o escritor confere às bibliotecas, por exemplo, enquanto lugares de refúgio da memória, no continente africano e, mais especificamente, na África do Sul, é um desafio a ser ainda enfrentado por pesquisadores da área”, aponta Wellington Marçal.

‘J.M. Coetzee no Brasil: ensaios críticos’  está disponível nas bibliotecas das Faculdades de Letras, de Filosofia e Ciências Humanas e no Acervo Africano, localizado no quarto andar da Biblioteca Central. A obra também pode ser adquirida no site da editora Zouk.

Sobre J.M. Coetzee
Filho de pais de origem holandesa e alemã, e nascido em 9 de fevereiro de 1940, na Cidade do Cabo, Coetzee é considerado um ‘africâner’, termo utilizado para retratar um indivíduo branco, nascido ou habitante da África do Sul e descendente dos colonizadores holandeses.

Com projeto literário e político marcado por uma construção narrativa crítica, reflexiva e permeada por fina ironia, Coetzee é retratado como um dos autores mais relevantes da contemporaneidade.

A produção literária do escritor é formada pelos títulos: ‘Terras de sombras’ (1974), ‘No coração do país’ (1977), ‘À espera dos bárbaros’ (1980), ‘O cio da terra: vida e tempo de Mihael K. (1983), ‘Foe’ (1986), ‘A idade do ferro’ (1990), ‘O mestre de Petersburgo’ (1994), ‘Infância: cenas de vida no campo’ (1998), ‘Desonra’ (1999), ‘A vida dos animais’ (1999),  ‘Juventude’ (2002), ‘Elisabeth Costello’ (2003), ‘Homem lento’ (2005), ‘Diário de um ano ruim’ (2007), ‘Verão’ (2009), ‘A infância de Jesus’ (2013), ‘The old woman and the cats’ (2013), ‘Three stories’ (2014), ‘A vida escolar de Jesus’ (2016), ‘The death of Jesus’ (2019), ‘Contos morais’ (2017, 2021) e ‘The pole’ (2022).

Confira a disponibilidade de algumas dessas obras, bem como estudos sobre a produção literária do autor, na ferramenta de pesquisa integrada localizada na página inicial do site da Biblioteca Universitária.

(Carla Pedrosa / jornalista do Sistema de Bibliotecas da UFMG)

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