
O romance distópico escrito por George Orwell,em 1948, retrata uma sociedade totalitária onde todos os atos e as falas dos indivíduos são monitorados e reprimidos pelo Estado. O livro conta a história de Winston Smith, funcionário público do baixo escalão, que leva uma vida miserável. Seu trabalho é alterar registros e notícias, para que as informações sobre o passado e a história estejam sempre conforme os interesses da propaganda política vigente.
Winston inaugura uma sequência de ações que o enredam numa trama de transgressão e paranoia. Neste regime, qualquer ato autônomo representava um desvio: “A coisa que estava prestes a fazer era começar um diário. Não era um ato ilegal (nada mais era ilegal, pois não havia mais leis), porém, se o fato fosse descoberto, seria praticamente certo de que seria punido com a morte, ou no mínimo vinte e cinco anos de prisão num campo de trabalhos forçados”.
Diversos termos apresentados por Orwell em 1984 estão presentes em nossa cultura, para se referir à vigilância excessiva ou ao desrespeito à privacidade dos cidadãos. Por exemplo, o “Grande Irmão” ou “Big Brother” representa a figura máxima do governo, sempre observando os indivíduos através das telas de TV instaladas em toda parte.
Apesar de parecer remoto, o mundo retratado por Orwell encontra correspondências com a história, como na repressão imposta pelo fascismo e o nazismo. E ainda hoje está presente na influência que os conglomerados de mídia exercem na opinião pública brasileira, impondo apenas uma versão dos fatos.
(Marcelo de Carvalho Borges – professor do Departamento de Desenho da Escola de Belas Artes da UFMG)
Esse é o seu espaço!
Envie uma sugestão de leitura para:comunicacao@bu.ufmg.br

