
“Se os olhos não me deixam obter informações sobre os homens e eventos, sobre ideias e doutrinas, terei de encontrar outras formas”
Louis Braille
Há mais de dois séculos, o então jovem francês Louis Braille, obstinado em encontrar uma forma prática de leitura para si mesmo e para os colegas cegos do instituto onde estudava, talvez não imaginasse a importância de sua criação, até hoje, para as pessoas com deficiência visual de todo o mundo.
O Sistema Braille, que ele criou quando tinha apenas 15 anos, permite a escrita e leitura tátil para pessoas cegas e é muito importante para a inclusão delas, sobretudo no meio acadêmico.
“O braille é a minha forma de entrar em contato com a grafia, com a pontuação. E o contato direto com o texto é essencial para eu poder me concentrar”, afirma Carlito de Sá, estudante de Letras na UFMG.
Como suporte às atividades na Universidade, Carlito utiliza o Centro de Apoio ao Deficiente Visual. O CADV oferece, entre outros serviços, acesso aos materiais didáticos impressos em braille, que são posteriormente entregues às bibliotecas do curso de origem para serem disponibilizados a outros alunos.
Como alternativa à impressão dos textos, o Centro de Apoio ao Deficiente Visual adquiriu, no início deste ano, a Linha Braille, um sistema eletromecânico tátil, em que conjuntos
de pontos são levantados e abaixados à medida que se lê, formando uma linha de texto em Braille.
Carlito afirma que só pede ao CADV para imprimir os textos em língua estrangeira. “Solicito os demais textos em PDF e leio através da Linha Braille, assim não tem a necessidade de imprimir aquela grande quantidade de papeis que o braille demanda”, afirma.
(Carla Pedrosa)

