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Mulher na ciência e na política

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Beto Staino

Cientista social e vereadora mais votada em Belo Horizonte nas eleições de 2016, Áurea Carolina reflete sobre sua experiência acadêmica na UFMG

Experiência enquanto mulher negra dentro da UFMG
Entender o que significava ser uma jovem, mulher negra de pele clara, de origem periférica que estudou quase sempre em escola pública – e o que isso acarretava pra mim como carga de algumas desvantagens – foi uma descoberta e um conflito de reconhecimento de quem eu sou. Esse conflito não se revela rapidamente na nossa cabeça, nas nossas emoções. Ele precisa ser politizado também. Foi à medida que eu participava de movimentos feministas, de jovens, da cultura hip hop, que eu circulava por alguns espaços da universidade, que eu conheci o programa de ações afirmativas, o observatório da juventude, que eu fui ligando os pontos. Então, esse me tornar essa pessoa dentro da universidade, uma mulher com todas essas características, foi também um processo de libertação e de emancipação.

Emancipação, engajamento político e pesquisa
Ao longo da minha graduação e mestrado, eu busquei correlacionar a minha experiência de luta em movimentos sociais com a formação na universidade. Estudei a inclusão das mulheres jovens nas políticas públicas, nos processos de participação popular do Brasil e eu também estava vivenciando esses processos em muitas experiências de juventude, de mulheres. Era o momento de estruturação de políticas nacionais de inclusão de grupos de mulheres, juventudes, igualdade racial, associado com a ampliação dos canais de participação social na construção dessas políticas – as conferências, os conselhos de direitos, entre outros. Isso tudo era muito incipiente, começava a se desenhar no Brasil, mas foi rapidamente desmantelado, infelizmente.

Produção crítica como forma de enfrentar o desmantelamento político
Creio que podemos enfrentar o estado atual de desmantelamento político por meio de uma produção crítica de conhecimento que, pra ser realmente crítica, precisa ser enraizada na experiência política. As lutas sociais não surgem de uma abstração, e sim de necessidades concretas, de sofrimentos, injustiças e da contestação que os grupos sociais fazem contra esse estado de coisas. A tarefa da produção crítica seria, então, conjugar o repertório que está à disposição no meio acadêmico pra lançar luzes sobre os problemas do nosso tempo, pra superar as contradições e injustiças e entender como elas se estendem durante todo o nosso processo social.

A leitura como forma de superar as contradições socioculturais
Leitura tem a ver com transcendência dos padrões de comportamento que vão formando a gente e nos tornando ensimesmados. A pobreza cultural, afetiva, simbólica se dá quando não temos acesso a essas outras perspectivas proporcionadas pela leitura. Ler traz uma possibilidade de entender a realidade, de se livrar das amarras esperadas pra gente e de criar outras condições de existir no mundo. Quanto mais pessoas diversas escrevem sobre suas histórias e sobre como elas imaginam estórias, mais cresce essa força criativa indomável; uma forma de resistência e de desocultar o mundo, de revelar no mundo as várias formas de existir.

Áurea Carolina recebeu o título de mestre pela UFMG em 2015 com a dissertação “Ampliando os limites do Estado – conflito e cooperação entre agentes estatais e da sociedade civil na luta por inclusão das mulheres jovens na agenda governamental”. O trabalho de conclusão do curso de Ciências Sociais na UFMG já trazia o cerne desse tema: “Mulheres jovens e o problema da inclusão – uma análise textual do Plano Nacional de Políticas para as Mulheres”.

 

(Carla Pedrosa)

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