
Camila Pawlowski / Biblioteca Universitária UFMG
“Certa vez uma amiga minha disse que se sentiu menosprezada por sua chefe, que havia ignorado seus comentários e elogiara um dos homens que havia emitido uma opinião parecida com a dela. Ela queria se posicionar e enfrentar a chefe, mas ficou quieta (…) não disse o que pensava para não parecer agressiva. (…) O que me impressiona é o quanto essas mulheres investem em ser‘queridas’, como foram criadas para acreditar que ser benquista é muito importante. E isso não inclui demonstrar raiva ou ser agressiva, tampouco discordar. Perdemos muito tempo ensinando as meninas a se preocupar com o que os meninos pensam delas. Mas o oposto não acontece. Não ensinamos os meninos a se preocupar em ser ‘benquistos’”.
(Sejamos todos feministas – Chimamanda Ngozi)

