Carla Pedrosa
Na programação do SNBU, os participantes puderam se inscrever nas visitas técnicas para a Biblioteca Central da Universidade Federal de Minas Gerais ou para a Biblioteca do Museu de História Natural e Jardim Botânico da UFMG.
Na Biblioteca Central, os visitantes, de várias regiões do país, puderam conhecer o Espaço de Leitura, o Centro de Memória, o setor de Obras Raras, a Biblioteca Digital, além de apreciar as exposições. “Visitar uma Instituição como esta só complementa o que nós vimos na teoria e exemplifica questões que podemos utilizar nas nossas áreas de atuação”, afirma Geuza Lídia, do Senai de Goiás. “Em relação ao evento, qualquer forma de agrupamento de pessoas em prol de um objetivo comum é bastante oportuna. Ouvimos várias experiências, vimos aspectos que já vivenciamos e outros que vamos correr atrás.”, acrescenta Geuza. Já Luis Rodrigo, da Universidade Federal do ABC – Santo André, disse que o evento, ao abordar questões tecnológicas e humanísticas, incentivou a construção de bibliotecas do século XXI, com bibliotecários que valorizem tantos os aspectos humanísticos, quanto as demandas da sociedade digital. Ele também achou interessante a forma como as informações são preservadas na Biblioteca Central da UFMG. “O Centro de Memória, os setores de preservação da BC me impressionaram muito. Estamos inspirados pela experiência da Universidade Federal de Minas Gerais para conseguir chegar nessa consistência do Sistema de Bibliotecas”, afirma Luis Rodrigo.
Os participantes da visita técnica à Biblioteca do Museu de História Natural e Jardim Botânico da UFMG também puderam apreciar as exposições permanentes e a exposição “Primavera no Museu sob o olhar de seus funcionários”, organizada pela Biblioteca. Além disso, conheceram o espaço interativo presente também nessa ambiência do saber. Os visitantes ficaram encantados com o espaço. “A Biblioteca dentro do Museu tem uma função diferente, enriquecendo ainda mais a questão da divulgação e da circulação da informação científica”, aponta Neiliane Bezerra, da Universidade Federal do Ceará. Ela também elogiou a acessibilidade do SNBU: “Eu tenho deficiência e achei que a acessibilidade estava muito boa. Eu pude circular sozinha por todos os espaços”.
Marilucia Pinheiro, da Petrobras – RJ, mediou a reunião técnica dos grupos do SNBU e das redes de bibliotecários: GIDJ, APCIS, REDARTE, CBIES. “Uma das principais deficiências nessas instituições, apontadas durante a reunião, é a falta de comunicação, interação e troca de experiências. Eventos como o SNBU favorecem essa interação não só nas palestras, mas também no almoço, nos corredores, nas visitas técnicas”, enfatizou Marilucia, que avaliou o evento de maneira positiva, apesar de haver alguns aspectos a serem aperfeiçoados, como a melhor distribuição dos horários das palestras, dos trabalhos e das apresentações culturais.