BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS E O ACESSO PÚBLICO À INFORMAÇÃO: ARTICULANDO LEIS, TECNOLOGIAS, PRÁTICAS E GESTÃO


Em entrevista, Presidente do SNBU 2014 fala sobre expectativa para o evento

Presidência do SNBU 2014

Wellinton Marçal de Carvalho  (Presidente do SNBU 2014) e Anália Gandini Pontelo (Vice-Presidente do SNBU 2014)

Wellington Marçal de Carvalho, Diretor da Biblioteca Universitária/Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal de Minas Gerais (SB/UFMG), está à frente da Presidência da décima oitava edição do Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias (SNBU 2014). Em entrevista, ele falou sobre a importância e expectativa de organizar um dos maiores e mais importantes eventos na área de Ciência da Informação.

Assessoria de Comunicação do SNBU 2014 (AC)- Wellington, como é a experiência de receber, pela primeira vez em Belo Horizonte e na UFMG, o Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias?
Presidente do SNBU 2014 (PS) – Temos engendrado todos os esforços em nome do Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal de Minas Gerais para realizar um memorável Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias. É um orgulho, e ao mesmo tempo um desafio imenso, acolher, pela primeira vez em Belo Horizonte e nessa Universidade, a 18ª edição desse importante fórum de debates da área da Ciência da Informação.

AC - Qual é a expectativa para o evento?
PS - A organização do SNBU 2014 tem sido feita, na medida do possível, de maneira compartilhada, acolhendo sugestões de pessoas de todo o país. A nossa expectativa é que essas pessoas se sintam contempladas com o escopo tanto da programação científica, quanto das várias atividades simultâneas e diversidade de minicursos que compõem o evento.

AC - Como tem sido estruturada a programação do SNBU 2014, a escolha dos conferencistas e palestrantes?
PS -O evento extrapolou o interesse apenas de profissionais diretamente ligados à Ciência da Informação, uma vez que teremos a presença também de renomados pesquisadores, que em alguma medida, tangenciam o fazer das Bibliotecas Universitárias. Eu citaria, por exemplo, o professor da Universidade de Cambridge, Peter Burke, autor de importantes obras sobre a história do conhecimento e que abrilhantará o 18º SNBU, proferindo a Conferência de Abertura, no domingo à noite, sobre o tema “Arqueologia do Conhecimento e Arqueologia de Bibliotecas”. Do mesmo patamar que o professor Peter Burke, eu citaria, para terminar, o professor Jean-Claude Guédon, da Universidade de Montreal, no Canadá. Nomes como esses têm atraído a atenção de pesquisadores e profissionais das mais diversas áreas. Tudo isso coloca em evidência o Sistema de Bibliotecas da UFMG, realizador do evento, o que, para nós, é muito estratégico.

AC - No terceiro dia do evento (18/11), você proferirá uma palestra. Qual tema será abordado?
PS -A minha palestra versará sobre algumas nuances da lei de acesso à informação, especificamente a lei 12.527, de 2011, que trata do acesso à informação pública no Brasil. Eu pretendo abordar as maneiras pelas quais, principalmente na gestão das Bibliotecas Universitárias, essa lei conclama reestruturações dos serviços tradicionalmente ofertados para as comunidades que atendemos. Além disso, apontarei os desafios enfrentados para ofertar o acesso à informação nesse contexto cada vez mais dinâmico que vivenciamos nas bibliotecas.

AC - Qual a importância de discutir esse tema na palestra?
PS -Além de ser uma obrigação, enquanto Biblioteca Universitária de uma Instituição de Ensino Superior pública, é também um desafio tentar refletir sobre as relações entre o fazer das bibliotecas e a lei de acesso à informação, que, por seu caráter de “novidade”, ainda nos coloca a pensar em que medida as bibliotecas inseridas nesse contexto estão prontas, ou não, para fazer cumprir a lei. É um exercício de reflexão sobre as estratégias que podemos utilizar para que o acesso à informação seja viabilizado da melhor maneira possível.