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	<title>SNBU2014 &#187; Notícias</title>
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		<title>ISSN dos Anais do SNBU 2014</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Mar 2015 17:45:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[<p> Foi atribuído o <strong>ISSN 2359-6058</strong> para a publicação online dos <strong>Anais do XVIII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</strong>! ...</p>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #141823;"> Foi atribuído o <strong>ISSN 2359-6058</strong> para a publicação online dos <strong>Anais do XVIII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias</strong>!</span></p>
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		<title>O XVIII SNBU continua acontecendo na web</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Jan 2015 11:41:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[<p>Acesse os anais, as conferências e palestras proferidas e as fotos que registraram os acontecimentos do evento por meio na nossa página no Facebook e nos links disponíveis no site! ...</p>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Acesse os anais, as conferências e palestras proferidas e as fotos que registraram os acontecimentos do evento por meio na nossa página no Facebook e nos links disponíveis no site!</p>
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		<title>Lançamento de livros no SNBU 2014</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Dec 2014 10:52:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[<p style="color: #333333;">Durante o Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias (SNBU 2014), vários autores lançaram livros da área de Ciência da Informação e também de outras áreas do conhecimento. Confira os livros e os nomes dos autores:</p>
<p style="color: #333333;"><strong>Adalson Nascimento -</strong> 1. Universidades &#38; Arquivos: gestão, ensino e pesquisa; 2. Organizando arquivos, produzindo nexos: a experiência de um Centro de Memória; 3. Arquivos e história do ensino técnico no Brasil</p>
<p style="color: #333333;"><strong>Cibele Dziekaniak -</strong> 1. Sistema de Gestão para Biblioteca Universitária: instrumento de suporte à ação administrativa do bibliotecário; ...</p>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="color: #333333;"><span>Durante o Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias (SNBU 2014), vários autores lançaram livros da área de Ciência da Informação e também de outras áreas do conhecimento. Confira os livros e os nomes dos autores:</span></p>
<p style="color: #333333;"><strong>Adalson Nascimento -</strong> 1. Universidades &amp; Arquivos: gestão, ensino e pesquisa; 2. Organizando arquivos, produzindo nexos: a experiência de um Centro de Memória; 3. Arquivos e história do ensino técnico no Brasil</p>
<p style="color: #333333;"><strong>Cibele Dziekaniak -</strong> 1. Sistema de Gestão para Biblioteca Universitária: instrumento de suporte à ação administrativa do bibliotecário; 2. E-book: manual para elaboração de trabalhos acadêmicos segundo as normas da ABNT.</p>
<p style="color: #333333;"><strong>Francisca Rosaline -</strong> Arquitetura de Bibliotecas Universitárias: reflexões sobre design e layout dos espaços</p>
<p style="color: #333333;"><strong>Júlia Gonçalves da Silveira -</strong> Acessibilidade e cidadania: teorias e práticas em contextos organizacionais (e não organizacionais)</p>
<p style="color: #333333;"><strong>Liliana Giusti Serra -</strong> Livro digital e bibliotecas</p>
<p style="color: #333333;"><strong>Maria Aparecida Moura -</strong> A construção social do acesso público à informação no Brasil: contexto, historicidade e repercussões</p>
<p style="color: #333333;"><strong>Raimundo Nonato Ribeiro dos Santos -</strong> Práticas de pesquisa e abordagens contemporâneas em Ciência da Informação</p>
<p style="color: #333333;"><strong>Sinay Santos Silva de Araújo -</strong> Cultura informacional e as representações sociais do ensino superior a distância: conceitos, práticas e repercussões</p>
<p style="color: #333333;"><strong>Wellington Marçal de Carvalho -</strong> Aquele canto sem razão: espaços e espacialidades em contos de Guimarães Rosa, Luandino Vieira e Boaventura Cardoso</p>
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		<title>Entrevista colaborativa com Antônio Agenor Briquet de Lemos &#8211; 19/11/2014</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Dec 2014 14:14:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[<p>“É preciso acabar com o mecanismo de avaliação de mérito baseado em publicação”, afirma Antônio Agenor Briquet de Lemos, em entrevista colaborativa realizada no Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias (SNBU 2014).</p>
<p>Briquet de Lemos trabalhou na Universidade de Brasília (UnB) como professor e diretor da editora da instituição. Foi também diretor do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict). Hoje, aposentado, tem sua própria editora, a Briquet de Lemos.</p>
<p><strong>Maria Aparecida Moura &#8211; Qual é a importância das bibliotecas na sua trajetória como pesquisador,</strong> ...</p>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-806" src="https://www.bu.ufmg.br/snbu2014/wp-content/uploads/2014/12/DSC_07581-198x300.jpg" alt="DSC_0758" width="198" height="300" />“É preciso acabar com o mecanismo de avaliação de mérito baseado em publicação”, afirma Antônio Agenor Briquet de Lemos, em entrevista colaborativa realizada no Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias (SNBU 2014).</p>
<p>Briquet de Lemos trabalhou na Universidade de Brasília (UnB) como professor e diretor da editora da instituição. Foi também diretor do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict). Hoje, aposentado, tem sua própria editora, a Briquet de Lemos.</p>
<p><strong>Maria Aparecida Moura &#8211; Qual é a importância das bibliotecas na sua trajetória como pesquisador, professor e editor?<br />
Antônio Agenor Briquet de Lemos -</strong> É difícil responder porque, às vezes pelo fato de estarmos muito perto de uma instituição tão imprescindível, só avaliamos os aspectos negativos. Eu sou muito crítico. Então, me dá muita tristeza o abandono das bibliotecas brasileiras. Temos que estar cientes que elas não conseguiram, mesmo as boas, até hoje no Brasil, desempenhar o papel que deveriam. Ser bibliotecário em um país como o Brasil é muito mais frustrante do que ser bibliotecário em um país como Estados Unidos, ou Suíça, França. E você dar aula, como eu dava, durante muitos anos, para pessoas que a gente sabe, de antemão, que vão enfrentar um território muito minado, difícil, áspero, com poucas recompensas intelectuais, é meio frustrante. Eu me sentia até como se estivesse tentando vender algo que eu sabia que não era bom; um vendedor de má qualidade passando um peixe meio podre.</p>
<p><strong>Maria Aparecida Moura &#8211; O que o estimula a ser um editor da área de Ciência da Informação, da área da cultura no Brasil hoje?<br />
Antônio Agenor Briquet de Lemos -</strong> Foi uma coisa muito natural, por assim dizer, muito prática, voltada pelo reconhecimento que eu pude fazer, desde cedo, da enorme carência que havia de texto na nossa área. Quando eu cheguei a Brasília, para lecionar <em>Introdução à Biblioteconomia</em>, essa era uma disciplina nova no Brasil. O Edson Nery da Fonseca a tinha criado e ele é que ministrava essa disciplina, que tinha uma carência enorme de textos em português. Às vezes eu traduzia um ou outro artigo. Em alguns momentos o próprio Edson, que sempre se preocupou com essa questão, fazia parcerias com instituições para que editassem livros na nossa área. Ou seja, sempre notávamos a carência de textos.</p>
<p>Eu me aposentei muito jovem. Comecei a trabalhar, com carteira assinada, com 15 anos e pude documentar a minha atividade remunerada desde cedo. Ao me aposentar, surgiu essa questão: o que fazer com esses anos que me restam? Eu tenho uma editora onde eu faço tudo porque eu fui treinado desde cedo em tudo. O meu pai era tipógrafo. Nós tínhamos uma tipografia em casa. Ele fazia jornal, chegou a fazer alguns livros. Eu fazia literatura de cordel, acompanhava e brincava de tipografia. Inclusive, me alfabetizei com os tipos. Quando fui pra escola, com 5 anos, já sabia ler e escrever. Sabia compor palavras com cartões. Depois trabalhei em jornal, como revisor, com editoras no Rio. Tive um bom segundo grau, no Colégio Pedro II, no Rio. Traduzo inglês, francês, espanhol, italiano. Pensei: por que eu não ponho esse conhecimento a serviço? Vou fazer uma editora! Isso foi em 1992/93. Já havia os recursos de informática. Não existia o Windows ainda. Era tudo DOS. Comprei um programa pra fazer as traduções. Dois amigos que tinham trabalhado comigo no Ibict me ajudaram a formatar os livros no computador. Eu fazia tudo e, quando chegava na fase final de produção do fotolito, contratava uma empresa. Hoje isso já desapareceu. Eu gero o texto no computador, o arquivo PDF, e mando para a gráfica em São Paulo. Os custos da produção em papel são muito altos. Eu tenho em casa um porão, com aparelho desumidificador ligado 24h, pra evitar umidade no papel e evitar insetos. É um aposento cheio de livros e eu espero cerca de 5 anos pra desovar aquilo. Não tem sentido. O livro eletrônico veio pra ficar.</p>
<p><strong>UFMT –</strong> <strong>Qual a sua percepção sobre o avanço da publicação digital <em>versus</em> a publicação impressa? Qual a importância de, mesmo assim, ainda se manter os repositórios e coleções impressas?<br />
Antônio Agenor Briquet de Lemos -</strong> Aquilo que já foi impresso tem que ser preservado. Agora o que é discutível é fazerem-se as duas coisas simultaneamente: papel e digital. Eu acho que a tendência é não fazer em papel; fazer sempre em digital para esse tipo de livro (científico). Agora, se eu tenho um livro de arte, onde eu posso inclusive perder tempo produzindo livro, não tendo ninguém me pressionando pelo meu currículo, pode ser até feito no impresso. A produção eletrônica é uma maravilha para livro técnico, que precisa de atualização constante.</p>
<p>Achar que o livro é gostoso de cheirar, de passar a mão é uma bobagem. E se as pessoas soubessem que o cheiro do livro é decorrente dos produtos químicos usados na fabricação do papel, da impressão&#8230; Acho que elas pensam que o cheiro é das ideias dos caras, sei lá&#8230; Não! São resíduos de produtos químicos que estão ali. E a resposta tem que ser sempre procurada do lado da economia, não da filosofia, ou da gastronomia. O que é mais econômico para o setor que produz isso? O que gera mais lucro? É isso que vai vingar. Talvez discussões parecidas tenham surgido na época da invenção da imprensa pelo Gutenberg. A gente sabe disso. Há registros de que, quando o Gutenberg lança a Bíblia. Em primeiro lugar, ele lança a Bíblia, em princípio, comercial, visando o lucro.  Associa-se, então, com dois financistas que tinham dinheiro. Ele tinha Know-how. Para ganhar dinheiro, Gutenberg faz uma Bíblia que procura se aproximar ao máximo das Bíblias manuscritas, inclusive  com iluminuras, desenhos, ornamentações. E, durante muitos anos, o livro impresso, na imprensa de Gutenberg, era considerado um produto de segunda categoria. Os nobres continuavam pagando aos grandes artistas, aos grandes copistas e iluminadores, pra fazer os livros de reza no velho estilo. Aquilo é que tinha dignidade. O outro era para a plebe. Esse tipo de discussão sempre existiu. E o que prevaleceu? Prevaleceram, no caso do Gutenberg, além das razões de praticidade, as razões de ordem econômica. A produção do livro medieval era algo tipicamente artesanal, apesar do trabalho em grupo, especialização. Com Gutenberg, começa a história da escala industrial e de um produto que vence pela semelhança, quase que perfeita, entre as diferentes unidades que formavam a edição, o todo. Então eram feitos 500 exemplares exatamente iguais. Imagina isso na cabeça das pessoas da Idade Média. Houve gente que acusou a imprensa de ser uma invenção diabólica, porque os livros eram todos iguais.</p>
<p>Então, eu acredito na importância das razões de ordem econômica. O preço de um produto é aquilo que o indivíduo está disposto a pagar por ele. Não adianta ficar estudando, precificando. A Capes está disposta a pagar 100 milhões de dólares por ano pra manter o Portal de Periódicos, ela paga! E por que ela paga? Porque os usuários estão dispostos a aceitar esse preço.</p>
<p>Quem é que comercializa livro digital no mundo hoje? A Amazon, que inclusive vende o leitor também, que faz um sistema proprietário, exclusivista, que só roda naquele leitor. Ninguém reclama. Continua sendo a mais vendida, embora tenha até concorrência. Você vai brigar agora contra isso? Então, veio pra ficar. É democrático. Eu acho que essa história da autoestima, do camarada que quer editar a qualquer custo, agora ele tem essa chance.<br />
É só ele quebrar essa mística do livro. É possível até descobrir uma maneira de dar autógrafo virtual, uma tarde de autógrafo na internet. É uma maravilha você pegar um livro, colocá-lo na internet – o local certo, evidentemente – e daí a pouco estar recebendo resposta. Não é algo fabuloso?</p>
<p><strong>Maria Aparecida Moura &#8211; Quando o senhor diz colocar no lugar certo, o que significa isso exatamente? O senhor fez uma articulação em relação à questão da qualidade dos veículos, das fontes de disseminação&#8230;<br />
</strong><strong>Antônio Agenor Briquet de Lemos -</strong> Hoje existem vários lugares certos. Os repositórios das próprias universidades é um deles. O ideal é que houvesse um único repositório nacional, ou então um lugar com <em>links</em> onde eu entrasse e acessasse um catálogo coletivo. O que é um pouco parecido com o que o Darnton está fazendo nos Estados Unidos, com a Biblioteca Pública Digital lá. Outro lugar certo são os próprios serviços comerciais. A Amazon e o Google aceitam meus livros. Eu posso fazer um livro e colocar lá. Ele é o lugar certo porque é o local que tem visibilidade.  Isso eu não posso negar.</p>
<p><strong>Carla Pedrosa &#8211; Professor, você falou também sobre essa relação perniciosa entre autores, instituições de pesquisa e o mundo da edição eletrônica. O acesso livre é um caminho pra solucionar esse problema, mas ainda há muito que fazer. Quais caminhos o senhor aponta no sentido de tentar solucionar essas questões?<br />
Antônio Agenor Briquet de Lemos -</strong> Eu acho que tem que partir das próprias universidades, pesquisadores, professores. Em primeiro lugar, eles têm que aceitar o fato de que, ao contrário do que se diz por aí, a publicação, em si mesma, não é tão importante quanto eles supõem. Não adianta publicar e continuar ignorado. Você tem que publicar para ser lido e entendido. Essa questão é muito importante. O pesquisador, autor, professor tem que abandonar essa ideia subjetiva, mística, e dizer: “Eu quero publicar, mas não quero que isso seja avaliado por métodos quantitativos. Eu quero que um dia eu tenha retorno disso que escrevi etc”. Isso não é algo quantificado, entende? Não adianta quantificar.</p>
<p><strong>Carla Pedrosa &#8211; Então não seria necessário um sistema de avaliação?<br />
Antônio Agenor Briquet de Lemos -</strong> Eu acho que as duas coisas têm que coexistir. É necessário evitar os extremos, procurar soluções intermediárias. Então, por exemplo, caberia aqui no Brasil, à Capes e aos outros órgãos de governo, fortalecer os periódicos científicos brasileiros e as respectivas comunidades, como importantes e de qualidade. Além disso, criar mecanismos para a melhoria desses periódicos, tornando quase que permanente a formação de editores de textos científicos, o “editor técnico”, como chamam nos Estados Unidos. O camarada que recebe o texto antes de ser avaliado pelo especialista, para corrigir o inglês, tornando-o compreensível. Nós não temos isso aqui. Então, ao chegar o artigo, seria necessário enviá-los para um especialista em português técnico, para que verificasse se está adequado. Outro problema é dizer aos pares como é que se avalia um artigo, como se redige um parecer. Tive a oportunidade de ver alguns pareceres estrangeiros. Em primeiro lugar, não eram hostis. Mesmo que o texto fosse ruim, os comentários eram construtivos, eles procuravam orientar o autor. Aqui no Brasil, é muito depreciativo e até agressivo.</p>
<p>Há também que se capacitar o pessoal para escrever bem em inglês. Dessa forma, cria-se, inclusive, uma indústria editorial em papel ou digital científica, que passa até a atrair artigos de fora. Então, quebra-se um pouco também o complexo do colonizado, a “síndrome de vira-lata”.</p>
<p><strong>Ivone Job – O CNPq chamou editores oferecendo pagamento pelas editoras internacionais da produção das revistas brasileiras. Vários editores estão encantados com a ideia. O que o senhor pensa sobre essa iniciativa do CNPq?<br />
Antônio Agenor Briquet de Lemos -</strong> Isso começou com uma revista de matemática feita pelo Instituto de Matemática Aplicada, no Rio de Janeiro, já faz alguns anos, eles se associaram à Elsevier, se não me engano. É exatamente esse procedimento que eu critiquei. As editoras estrangeiras vão adorar, porque estão entregando pra elas, e ainda pagando, as nossas <em>commodities</em>. Não tem sentido nenhum. Uma vez, em 1990, a editora da USP organizou um seminário em São Paulo sobre editoras universitárias e eles convidaram representates das editoras da Universidade de Cambridge e da Oxford University Press, e editores brasileiros, UnB e tal. Perguntei: “Como é que vocês conseguem, em Oxford e Cambridge, financiar as revistas científicas que aqui no Brasil dão sempre prejuízo?”. Pela resposta, compreendi que Revista científica é lucrativa para aquelas editoras que recebem artigos científicos de graça e cobram para publicá-los, vendendo assinaturas e tornando o público cativo.</p>
<p><strong>Sandra Santiago e a Luíza de Oliveira – UFPE – Qual é a sua opinião em relação a determinados programas de pós-graduação que no lugar da tese e da dissertação têm aceitado um conjunto de artigos publicados ao longo do processo de desenvolvimento da pesquisa?<br />
Antônio Agenor Briquet de Lemos -</strong> Isso é muito correto. Há várias universidades fora do Brasil que fazem isso. Eu  me lembro quando eu estava dirigindo o Ibict. O Ibict era depositário  de teses feitas por bolsistas do CNPq de várias universidades brasileiras e estrangeiras e algumas vezes eu vi serem entregues exemplares de teses de doutorado, na Suíça, que eram uma coletânea de separatas dos artigos que as pessoas tinham publicado. Na Inglaterra, na cidade onde eu fiz o Mestrado, eles tinham lá o que eles chamavam de doutorado por pesquisa, no qual o doutorando reunia os trabalhos de sua vida profissional, entregava, fazia uma apresentação e eles reconheciam aquilo. Perfeito.</p>
<p><strong>Maria Aparecida Moura &#8211; Você acha que isso é aplicável às diferentes áreas do conhecimento ou há restrições?<br />
Antônio Agenor Briquet de Lemos -</strong> Eu acho que é, desde que seja feito com seriedade, com critério, de forma transparente, e que não seja restrito a um ou a outro. Todo mundo deve ter o mesmo direito.</p>
<p><strong>Viviane – Embrapa – Pensando na comunicação científica relativa à transferência de tecnologia de uma instituição de pesquisa. Como pensar na questão do direcionamento preferencial dos pesquisadores nos artigos de periódicos indexados em relação à extensão ou apropriação dos resultados de pesquisa em publicações técnicas para um público que está sendo prejudicado pela problemática do sistema mercadológico e meritocrático?<br />
Antônio Agenor Briquet de Lemos -</strong> Os artigos científicos em geral medem a produção do indivíduo que faz pesquisa desse tipo que reconhecemos. Há outro tipo de artigo que não tem nada a ver com isso, mas que também é importante: por exemplo, o artigo de extensão na área agrícola; um trabalho que resolva reprocessar informações científicas numa linguagem acessível ao produtor. Bacana! Se o cara tiver feito algo que propiciou o aumento da produção de soja, qual é o problema? Quando eu era da Associação Brasileira de Editores Científicos (Abec) , havia um representante que participava da seleção do Prêmio José Reis, um prêmio que o CNPq concede aos trabalhos de divulgação científica, jornalística etc. Eu me lembro que, em uma das vezes, resolveu-se premiar o jornalista José Hamilton Ribeiro, que, na época, trabalhava no “Globo Rural”. Ele produziu, durante a vida, programas de extensão rural, de divulgação das coisas do campo etc. Eu fui um defensor ardoroso e os outros colegas da comissão aprovaram. E o segundo concorrente era um cara que escrevia, para o Jornal “O Estado de São Paulo”, artigos sobre ciência, astronomia, cosmologia, e apresentou um monte de artigos. Eu disse: “Eu acho que o impacto social desse trabalho é muito menor do que o que José Hamilton fez”. O cara do Jornal “O Estado de São Paulo”, quando ficou sabendo do resultado, enviou uma carta de protesto ao CNPq. Consequência disso: o jornal tomou conhecimento da carta e demitiu o cara. Aí tempos depois eu vi que ele estava trabalhando na edição brasileira do <em>Scientific America</em>. Então, essa história da decisão muito “bitolada”, de acordo com critérios que nem sempre são os mais importantes, passa pelo aspecto da avaliação. Nós temos que desmontar essa história da avaliação baseada em questões tão rígidas. A Universidade tem como finalidade ensino, pesquisa e extensão. Aí, na hora da avaliação, só considera-se meritória a pesquisa. Ensino ninguém mais quer ensinar. E a extensão tem o sentido social da Universidade&#8230;</p>
<p><strong>Ana Lúcia – UFSJ – Os autores assinam termo, para os editores, de não publicar os artigos em outras revistas. Como fica essa questão quando se disponibiliza o acesso livre em Repositórios Institucionais?<br />
Antônio Agenor Briquet de Lemos -</strong> Eu acho absurdo. Acho que o autor em geral não pode abdicar do seu direito patrimonial sobre os artigos. Começa por aí. Se todos os autores se organizassem, por meio de associações nacionais e internacionais, para enfatizarem que não repassam os direitos autorais, no máximo autorizando a revista a publicar naquele número, seria diferente. Ou seja, os autores precisam assumir uma atitude mais “agressiva”, menos complacente em relação aos editores. As editoras se aproveitam desse fato de que os autores têm necessidade de publicar. Calma! Para comunicar, não é necessário publicar. E outra, conversa com os pesquisadores de ponta da Universidade, das áreas de Física, Química, Biologia, pergunta a eles se consultam as bases de dados internacionais&#8230; Eles recebem dos colegas as últimas informações de ponta! Os chamados “colegas invisíveis” continuam existindo. Então se você coloca na internet, no repositório, e avisa aos colegas que interessam, fica mais fácil. Para isso acontecer, eu tenho que acabar com o mecanismo de avaliação de mérito baseado em publicação.A publicação tem que se destinar a comunicar; não pode ser um elemento de avaliação.</p>
<p><strong>Maria Aparecida Moura &#8211; Que perspectivas o senhor tem para o mercado editorial, para a comunicação científica?<br />
Antônio Agenor Briquet de Lemos -</strong> Está meio complicado. Aqui no Brasil, as editoras científicas estão em uma fase de hibridismo: formato impresso e eletrônico. Acredito que logo passarão apenas para o formato eletrônico, podendo haver um período intermediário em que eles fornecerão em papel, sob demanda, o que já acontece em alguns países. Fora do Brasil, tenho quase certeza de que o livro em papel vai se tornar um artigo importante para as artes, a religião etc. Eu falo isso, mas também não tenho certeza. Pode ser que amanhã eu encontre um pastor na praça pregando por meio da Bíblia digital. É imprevisível. Uma vez eu escrevi um artigo para uma palestra que eu fiz em Brasília, nos anos 60, sobre o futuro da Indústria Gráfica, em que eu dizia que nada disso ia acontecer. Eu tenho vergonha, porque estava marcado por uma origem&#8230; Hoje eu penso: Que bobagem eu falei! As coisas mudam, queira você, ou não. Até coloquei no facebook um texto do Gunnar Myrdal, economista sueco importante nos anos 60. Ele dizia que a única certeza se tem, em relação à política e às coisas que acontecem no mundo, é o inesperado, ou seja, a mudança, a imprevisibilidade de tudo. Quem é que podia escrever que a União Soviética iria acabar da forma que acabou? Quem é que podia garantir que o Muro de Berlim iria ser derrubado e que a China iria virar uma potência? Quem é que podia garantir isso? Na área tecnológica, gravador digital era invenção do <em>Dick Tracy</em>, de história em quadrinho. Os chineses têm o seguinte provérbio: “Fazer previsões é extremamente difícil, principalmente em relação ao futuro”. É difícil. Nós estamos passando por uma época complicada. Não adianta avaliar se ontem era melhor do que hoje. Se a maioria aceita, eu tenho o direito de dizer que isso é bom ou ruim?</p>
<p><strong>Carla Pedrosa &#8211; O senhor acredita na coexistência do impresso e do digital?<br />
Antônio Agenor Briquet de Lemos -</strong> Em alguns aspectos sim, mas como uma grande tendência de o passado ser sempre algo minoritário, sem grande influência, no caso do livro impresso. Eu acredito que as bibliotecas de obras raras terão um desenvolvimento fantástico, como nunca se pôde imaginar. E no Brasil isso já pode ser percebido. De uma hora pra outra, percebeu-se que os livros podem desaparecer e que é preciso preservar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Discurso de encerramento do XVIII SNBU – 21/11/2014</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Nov 2014 09:42:25 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[<p style="text-align: right;"><strong>Wellington Marçal de Carvalho</strong></p>
<p>Ilma. Vice-Diretora da Biblioteca Universitária &#8211; SB/UFMG, Bibliotecária Anália das Graças Gandini Pontelo, Ilma. Presidente da Comissão Brasileira de Bibliotecas Universitárias, Bibliotecária e nossa madrinha Viviane Castanho; Ilma. Coordenadora da Comissão Científica do XVIII SNBU, Professora Maria Aparecida Moura, Ilma. Coordenadora da Comissão Executiva Bibliotecária Caroline Serapião Ferreira, Ilma. Coordenadora da Comissão de Imprensa Jornalista Carla Gomes Pedrosa. Ilmo. Diretor da Escola de Ciência da Informação, Prof. Carlos Alberto Ávila Araújo; demais autoridades, familiares, convidados e colegas de trabalho, ...</p>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><strong>Wellington Marçal de Carvalho</strong></p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-803" src="https://www.bu.ufmg.br/snbu2014/wp-content/uploads/2014/11/recorte-Well-219x300.jpg" alt="recorte Well" width="219" height="300" />Ilma. Vice-Diretora da Biblioteca Universitária &#8211; SB/UFMG, Bibliotecária Anália das Graças Gandini Pontelo, Ilma. Presidente da Comissão Brasileira de Bibliotecas Universitárias, Bibliotecária e nossa madrinha Viviane Castanho; Ilma. Coordenadora da Comissão Científica do XVIII SNBU, Professora Maria Aparecida Moura, Ilma. Coordenadora da Comissão Executiva Bibliotecária Caroline Serapião Ferreira, Ilma. Coordenadora da Comissão de Imprensa Jornalista Carla Gomes Pedrosa. Ilmo. Diretor da Escola de Ciência da Informação, Prof. Carlos Alberto Ávila Araújo; demais autoridades, familiares, convidados e colegas de trabalho, diretores e chefes de bibliotecas, bibliotecários, estudantes, assistentes e auxiliares em biblioteca e congressistas, bom dia!</p>
<p>“Sou viramundo virado / Nas rondas das maravilhas / Cortando a faca e facão / Os desatinos da vida / Gritando para assustar / A coragem da inimiga [...] / Sou viramundo virado / Pelo mundo do sertão / Mas ainda viro este mundo / Em festa, trabalho e pão.“</p>
<p>Devo dizer que serei breve. A fatura é positiva. Positiva no mais verde grau! O XVIII SNBU ilustra a experiência estética na vida cotidiana. Para me fazer mais claro, recorro à proposição do professor de Teoria da Literatura da Universidade de Stanford, Hans Ulrich Gumbrecht, em seu texto “Pequenas crises: experiência estética nos mundos cotidianos”, de 2006. O caráter repentino e irresistível com que surgem proporciona o desvelamento do ser, equivalente a um acontecimento de verdade, detonando uma pequena crise que, ao fim, nutrirá o que Gumbrecht denominará, baseando-se em Heidegger, de “experiência estética na vida cotidiana”. Esse conceito descreve, na proposição do teórico, o conteúdo, os objetos, as condições e os efeitos da experiência estética. A experiência estética será sempre uma exceção, na medida em que se opõe ao fluxo das nossas experiências cotidianas e, por conseguinte, esses momentos se assemelham a pequenas crises.</p>
<p>De outra forma como entenderíamos, ilustres congressistas e convidados, a larga franja de pequenas crises que em nós, Comissão Organizadora e, por extensão, imagino e pude perceber, em todo o Minascentro, seria desencadeada ao vermos tomado, repleto, um Auditório Topázio com capacidade de acolhimento de 1.700 pessoas? A presença do reitorado e parte de seu alto escalão e, como se já não fosse o suficiente, a participação do senhor Ministro do MCTI? O que eu poderia dizer sobre a multidão presente nas sessões de apresentação de trabalho, na modalidade “pôster”? Por que, quanto às apresentações orais, muitos de vocês, eu mesmo vi, formavam filas à porta de vários dos auditórios. Era o inominável. Não falarei do Baile. É despiciendo!</p>
<p>Conferencistas e palestrantes aplaudidos de pé? Como muito recentemente me dissera meu avô, Antônio Higino de Carvalho: “Pois é, Wellington. Pois é&#8230;”<br />
O que vi, e senti, e vivi, aqui, com todos vocês, nessa rua da vida feliz, como diria a escritora mineira de Divinópolis, Adélia Prado, é o vitral performador de uma “formação de mentalidades”, como já conversáramos no domingo à noite.</p>
<p>Mas&#8230; um momento! Guima disse que o grande movimento é a volta. Voltemos ao ano de 2012, em Gramado, no 17º SNBU.</p>
<p>De alguma forma, a UFMG, o Sistema de Bibliotecas da nossa mineira Universidade teve um sonho. E esse sonho foi capitaneado pela então diretoria do Sistema, as bibliotecárias Maria Elizabeth de Oliveira da Costa e Belkiz Inês Rezende. Elas plantaram essa semente. E tenho dito! Anália e eu, em nome do SB/UFMG, agradecemos a vocês duas por terem vislumbrado a possibilidade de “fugirmos das formas estáticas, cediças, inertes, esteriotipadas, lugares comuns”. Hoje, 21 de novembro de 2014, exatamente com 01 ano enquanto gestores deste Sistema de Bibliotecas da UFMG, Anália e eu tudo fizemos para que a semente vingasse e desse bons frutos. Se a edilidade optar por ovacionar a UFMG, ou, ainda melhor, a comunidade biblioteconômica, felizes e de consciência mais serena e tranquila estaremos, Anália e eu!</p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-804" src="https://www.bu.ufmg.br/snbu2014/wp-content/uploads/2014/11/Wellington-e-Analia-300x258.jpg" alt="Wellington e Analia" width="300" height="258" />Quando de nossa solenidade de posse para esta Diretoria, registramos que todos os nossos atos seriam construções essencialmente coletivas. Na verdade, a nos vigiar, uma instalação artística do anglo-africano Yinka Shonibare, denominada “Scramble for Africa” anunciava, aos quatro cantos, a intermitência de ações tomadas à talante da Equipe do Sistema de Bibliotecas. Fomos então compondo as comissões, com pessoal da casa e, também, com as instituições da nossa classe. Nos ajudaram tanto Vicentini, Viviane, Lorete, Paula Mello, Regina Celi. Nossos dedicados pareceristas. Nossa família que compreendeu nossa ausência e nossos surtos incontáveis de chatice. A FUNDEP/UFMG, na pessoa da Ana Paula.</p>
<p>Bom, antes de mais, tudo o que poderia ser de outro jeito e não o foi, Anália e eu assumimos. Como diria o escritor angolano Boaventura Cardoso: “Que um homem nas horas aziagas tinha de ser a constante árvore vertical. Sentado ou de pé, o sapo ainda deixa de ser sapo?”</p>
<p>E tudo foi mais tranqüilo, quando agregamos à nossa equipe a Consult Eventos: Silmara, Clóvis, Adam: para os definir recorro ao escritor angolano Luandino Vieira e sua metáfora do cajueiro: quando tudo estava quase perdido, sempre encontravam uma solução. Quando minhas raízes e galhos estavam prestes a definhar, rebrotavam, tomavam novo rumo e nova vida. E, assim, o SNBU crescia.</p>
<p>E, então, firmar as parcerias para a Feira de Expositores foi mais tranqüilo. Agradecemos: Patrocínio Ouro: Dot.Lib; Jove e Ministério da Saúde. Patrocinadores Prata: Cengage; Ebsco; Elsevier; ITMS Groups. Patrocinadores Bronze: Bibliotheca; Rosetta Stone e Thomson Reuters.</p>
<p>Parceria acertada fizemos com o Ibict, a Cambridge, Casalini, De Gruyter, Grupo Enciclo, Emerald, Grupo GEN, Lexis Nexis, Nature, Oxford, PCG Plus, Periodicals, Proquest, Springer, Taylor and Francis, Wiley, Biccateca, Eficaz, Netscam, Scan System, RFID, Office Tronic, Ex Libris, Modo Novo, Pergamum, Prima Informática, Minha Biblioteca e Livros de Biblio.</p>
<p>Tudo se concretizava porque tivemos o apoio da BVS, da CAPES, CBBU, FEBAB, da Escola da Ciência da Informação (UFMG), PROEX/UFMG, da Diretoria de Ação Cultural UFMG, da Administração Central da UFMG, do Sistema SFB/CRB6 – 16ª Gestão e do Sindifes [pela primeira vez pautamos o assédio moral em bibliotecas universitárias].</p>
<p>Um posicionamento político ousado de nossa parte materializou-se na presença de alguns expositores para os quais cedemos, sem custos [embora precisássemos de cerca de 1 milhão e 800 mil reais para honrar os compromissos assumidos neste Seminário], sobretudo porque abrilhantariam ainda mais o nosso cadinho de “formação de mentalidades”: CBBU/FEBAB, Editora UFMG, Fiocruz, Sistema CFB/CRB e nossos artesãos da feira de artigos mineiros.</p>
<p>Todos somos cordialmente gratos com a generosa presteza “gasalhado e emparo” [olha o Guima!] do pessoal da limpeza, da cozinha [tudo muito delícia, nenhum alimento era remoso], da segurança, da secretaria, do guarda-volumes, do midia-desk, do apoio de salas, dos restaurantes que nos receberam, do atendimento médico e toda a equipe operacional. Agradecemos ao Reginaldo, nosso intérprete de Libras.</p>
<p>E por oportuno, reforço: na quinta-feira foi eleita a nova composição da CBBU.</p>
<p>O correr do evento embrulha tudo: esquenta, esfria, o que o SNBU quer da gente é coragem! É um trem sem explicação. Uma pequena crise. A experiência estética na vida cotidiana!</p>
<p>Nessa linha, com muita alegria anuncio a disponibilização no site, do link com os “Anais do XVIII SNBU”, para compor nossa coleção [agradeço a Equipe da biblioteca Digital, liderada pela Eliane]. Havendo lapidações a fazer, por favor, nos comuniquem. Com alegria ainda maior compartilho o nascimento do v.1, Edição especial 2014, da “Revista Bibliotecas Universitárias: pesquisas, experiências e perspectivas”, editada pelo SB/UFMG e que aborda as tendências e questões que afetam as Bibliotecas Universitárias na atualidade. Destacam-se as reflexões sobre os desafios enfrentados pelos profissionais da informação, em face da ampliação e diversificação da cultura informacional acadêmica conectada em rede. Totalmente construída no contexto deste SNBU, esse Número Especial tem como texto inaugural uma entrevista com o professor Peter Burke.</p>
<p>Estarrecedor, não?! Cumpriu-se o vaticínio rosiano: o mineiro, quando chega a hora, avança, toma tento, peleja e faz!</p>
<p>Tenho que concluir. Disse que seria breve e, de fato serei! Algo ficará sempre, e, imperdoavelmente por dizer. Corre-se o risco, não?!</p>
<p>O que não posso é deixar de dar a todos nós uma tarefa: convido, convoco, intimo à todos para o seguinte: O CRB-6, tem divulgado no Boletim Eletrônico relatos de escolas mineiras e capixabas que se destacam pelas suas bibliotecas. Essa é mais uma forma de promover a valorização dos bibliotecários e bibliotecas escolares, bem como as instituições educacionais que nelas investem. Para que esta seja também uma realidade nas escolas estaduais de Minas Gerais, ajude-nos votando para aprovação do Projeto de Lei nº 5591/2014, no site da Assembléia Legislativa de Minas Gerais.</p>
<p>Antes de concluir, porém, mais um exemplo da experiência estética na vida cotidiana: Anália e eu, graças à Deus, temos agora um tanto de afilhados da graduação em Biblioteconomia da ECI/UFMG. A vocês, o nosso afetuoso respeito.</p>
<p>Assim, nobres presentes; retorno a Guima, no conto “Páramo”, publicado em “Estas estórias” para a síntese de tudo: “Todo verdadeiro grande passo adiante, no crescimento do espírito, exige o baque interno do ser, o apalpar imenso de perigos, um falecer no meio de trevas; a passagem. Todavia, ao remate da prova, segue-se a maior alegria!”</p>
<p>Em meu nome e em nome da Anália, muito obrigado! Deus vos abençoe a todos!!!</p>
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		<title>Visitas técnicas enriqueceram a programação do SNBU</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Nov 2014 14:22:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[<p style="text-align: right;"><strong>Carla Pedrosa</strong></p>
<p style="text-align: left;">Na programação do SNBU, os participantes puderam se inscrever nas visitas técnicas para a Biblioteca Central da Universidade Federal de Minas Gerais ou para a Biblioteca do Museu de História Natural e Jardim Botânico da UFMG.</p>
<p style="text-align: left;">Na Biblioteca Central, os visitantes, de várias regiões do país, puderam conhecer o Espaço de Leitura, o Centro de Memória, o setor de Obras Raras, a Biblioteca Digital, além de apreciar as exposições. “Visitar uma Instituição como esta só complementa o que nós vimos na teoria e exemplifica questões que podemos utilizar nas nossas áreas de atuação”, ...</p>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><strong>Carla Pedrosa</strong></p>
<p style="text-align: left;">Na programação do SNBU, os participantes puderam se inscrever nas visitas técnicas para a Biblioteca Central da Universidade Federal de Minas Gerais ou para a Biblioteca do Museu de História Natural e Jardim Botânico da UFMG.</p>
<p style="text-align: left;"><img class="alignleft wp-image-797 size-medium" src="https://www.bu.ufmg.br/snbu2014/wp-content/uploads/2014/11/DSC_0995-300x198.jpg" alt="DSC_0995" width="300" height="198" />Na Biblioteca Central, os visitantes, de várias regiões do país, puderam conhecer o Espaço de Leitura, o Centro de Memória, o setor de Obras Raras, a Biblioteca Digital, além de apreciar as exposições. “Visitar uma Instituição como esta só complementa o que nós vimos na teoria e exemplifica questões que podemos utilizar nas nossas áreas de atuação”, afirma Geuza Lídia, do Senai de Goiás. “Em relação ao evento, qualquer forma de agrupamento de pessoas em prol de um objetivo comum é bastante oportuna. Ouvimos várias experiências, vimos aspectos que já vivenciamos e outros que vamos correr atrás.”, acrescenta Geuza. Já Luis Rodrigo, da Universidade Federal do ABC – Santo André, disse que o evento, ao abordar questões tecnológicas e humanísticas, incentivou a construção de bibliotecas do século XXI, com bibliotecários que valorizem tantos os aspectos humanísticos, quanto as demandas da sociedade digital. Ele também achou interessante a forma como as informações são preservadas na Biblioteca Central da UFMG. “O Centro de Memória, os setores de preservação da BC me impressionaram muito. Estamos inspirados pela experiência da Universidade Federal de Minas Gerais para conseguir chegar nessa consistência do Sistema de Bibliotecas”, afirma Luis Rodrigo.</p>
<p style="text-align: left;"><img class="alignleft wp-image-798 size-medium" src="https://www.bu.ufmg.br/snbu2014/wp-content/uploads/2014/11/DSC_0989-300x198.jpg" alt="DSC_0989" width="300" height="198" />Os participantes da visita técnica à Biblioteca do Museu de História Natural e Jardim Botânico da UFMG também puderam apreciar as exposições permanentes e a exposição “Primavera no Museu sob o olhar de seus funcionários”, organizada pela Biblioteca. Além disso, conheceram o espaço interativo presente também nessa ambiência do saber.  Os visitantes ficaram encantados com o espaço. “A Biblioteca dentro do Museu tem uma função diferente, enriquecendo ainda mais a questão da divulgação e da circulação da informação científica”, aponta Neiliane Bezerra, da Universidade Federal do Ceará. Ela também elogiou a acessibilidade do SNBU: “Eu tenho deficiência e achei que a acessibilidade estava muito boa. Eu pude circular sozinha por todos os espaços”.</p>
<p>Marilucia Pinheiro, da Petrobras – RJ, mediou a reunião técnica dos grupos do SNBU e das redes de bibliotecários: GIDJ, APCIS, REDARTE, CBIES. “Uma das principais deficiências nessas instituições, apontadas durante a reunião, é a falta de comunicação, interação e troca de experiências.  Eventos como o SNBU favorecem essa interação não só nas palestras, mas também no almoço, nos corredores, nas visitas técnicas”, enfatizou Marilucia, que avaliou o evento de maneira positiva, apesar de haver alguns aspectos a serem aperfeiçoados, como a melhor distribuição dos horários das palestras, dos trabalhos e das apresentações culturais.</p>
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		<title>Discurso de abertura do XVIII SNBU &#8211; 16/11/2014</title>
		<link>https://www.bu.ufmg.br/snbu2014/noticias/discurso-de-abertura-do-xviii-snbu-16112014/</link>
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		<pubDate>Tue, 25 Nov 2014 12:04:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[<p style="text-align: right;"><strong>Wellington Marçal de Carvalho</strong></p>
<p>Excelentíssima Vice-Reitora da UFMG, Professora Sandra Regina Goulart Almeida; Excelentíssimo Senhor Ministro de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação, Professor Clélio Campolina Diniz; Ilma. Vice-Diretora da Biblioteca Universitária &#8211; SB/UFMG, Bibliotecária Anália das Graças Gandini Pontelo, Ilma. Presidente do Conselho Federal de Biblioteconomia, Bibliotecária Regina Céli de Souza; Ilmo. Presidente da Comissão Brasileira de Bibliotecas Universitárias, Bibliotecário Luiz Atilio Vicentini; Ilmo. Diretor da Escola de Ciência da Informação, Professor Carlos Alberto Ávila Araújo.</p>
<p>Ilmo. Chefe de Gabinete do Ministro de Estado da Ciência, ...</p>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><strong>Wellington Marçal de Carvalho</strong></p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-791" src="https://www.bu.ufmg.br/snbu2014/wp-content/uploads/2014/11/DSC_0372-300x199.jpg" alt="DSC_0372" width="300" height="199" />Excelentíssima Vice-Reitora da UFMG, Professora Sandra Regina Goulart Almeida; Excelentíssimo Senhor Ministro de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação, Professor Clélio Campolina Diniz; Ilma. Vice-Diretora da Biblioteca Universitária &#8211; SB/UFMG, Bibliotecária Anália das Graças Gandini Pontelo, Ilma. Presidente do Conselho Federal de Biblioteconomia, Bibliotecária Regina Céli de Souza; Ilmo. Presidente da Comissão Brasileira de Bibliotecas Universitárias, Bibliotecário Luiz Atilio Vicentini; Ilmo. Diretor da Escola de Ciência da Informação, Professor Carlos Alberto Ávila Araújo.</p>
<p>Ilmo. Chefe de Gabinete do Ministro de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação, Professor Roberto do Nascimento Rodrigues; Ilma. Sra. Cristina del Papa, Coordenadora Geral do SINDIFES; demais autoridades, familiares, convidados e colegas de trabalho, diretores e chefes de bibliotecas, bibliotecários, assistentes e auxiliares em biblioteca e congressistas, boa noite!</p>
<p>Eu sou mineiro, de Sabará. Hoje me farei acompanhar do meu amigo Guima, de Cordisburgo – Minas Gerais. Para nós, “o grande movimento é a volta”. Em 21 de novembro de 2013, Anália e eu assumíamos, oficialmente, e muitos de vocês estavam presentes, (inclusive Jaime, Sandra, Campolina, Prof. Roberto) a desafiadora tarefa de administrar, por dois anos, a Diretoria da Biblioteca Universitária – Sistema de Bibliotecas da UFMG, eleitos que fomos pelos colegas lotados nas bibliotecas do Sistema. Consultando o meu <em>Discurso de posse</em>, daquela ocasião, compartilhei alguns grandes desafios que já assomavam às portas do Sistema. Alguém arriscaria um palpite quanto ao primeiro desafio? Anália e eu prometemos: “Envidar todos os esforços para, com a participação de todos, realizar um grande e memorável SNBU, que será sediado na BU/SB, em 2014.” Hoje, um pouco menos inocente, acrescentaria: “&#8230; e fazê-lo, com primor, em 11 meses e 24 dias.” E foi preciso, por não saber às vezes como fazer, agir mineiramente, “sempre pegando com Deus”, sobretudo porque atravessamos muitas situações “inveremes”, como diria minha avó Maria.</p>
<p>Este nosso momento é a coroação do labor do Sistema de Bibliotecas da UFMG. Convém, então, apresentar brevemente essa instituição bibliotecária. O Sistema de Bibliotecas da UFMG é formado por 25 bibliotecas setoriais, conta com uma equipe de aproximadamente 500 trabalhadores e possui acervo com mais de 1 milhão de exemplares.</p>
<p>O nosso Sistema tem a idade da UFMG. Estamos no limiar dos 90 anos.</p>
<p>Talvez fosse interessante refletirmos sobre as formas como a vida do Sistema de Bibliotecas, necessariamente, veicula mensagens de um período da história do mundo. De que forma?</p>
<p>Encaminhar alguma resposta a essa inquietação pode se dar ao revisitar fragmento do discurso proferido pelo professor e crítico literário brasileiro Antonio Candido, na cerimônia de inauguração das novas instalações da Biblioteca Central da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), posteriormente publicado na coletânea <em>Recortes</em>, lançada em 1993. Sua breve fala é dividida em duas partes. Na primeira o professor enxerga na ocasião inaugural o terreno propício para alertar sobre a necessidade, no Brasil de então, de investimentos em âmbito universitário, em bibliotecas, notadamente em bons acervos e qualificado corpo de pessoal, mais exatamente, de profissionais bibliotecários.</p>
<p>Na segunda e última parte do discurso, Candido faz a apresentação da vultosa, em número de itens e em riqueza conteudística, biblioteca pertencente à seu pai, Aristides Candido de Mello e Souza, recebida em doação pela UNICAMP naquela data. A cerimônia de doação da biblioteca serviu de mote para que Candido, o filho, fizesse a seguinte sugestão aos presentes: Que se estude a formação de uma cultura pessoal por meio da biblioteca, vista como estratificação de sucessivas camadas sedimentadas ao longo do tempo de uma vida que pode servir de índice para o conhecimento da época” (CANDIDO, 1993, p. 218).</p>
<p>Ele segue ilustrando, com os livros que compunham a biblioteca paterna, a sugestão feita ao reconstituir a evolução mental de Aristides no terreno das ciências humanas, concomitante à incorporação de novos títulos ao acervo em crescimento.</p>
<p>Defendia Candido (1993, p. 217), que “o estudo de tais coleções vem a ser um instrumento útil para investigar a formação das mentalidades num dado momento histórico” e, por conseguinte, conclui que “a formação de uma biblioteca equivale geralmente à superposição progressiva de camadas de interesse, que refletem a época através da pessoa” (CANDIDO, 1993, p. 217).</p>
<p>Logo, ao observar a história de nossas bibliotecas, com mais vagar, nos defrontaremos com indícios de conhecimento de uma época, em um determinado, e não sejamos inocentes, instante da “formação de mentalidades”, fruto de gesto arbitrado, decorrente de um jogo de poder, de disputa, de administração de usufruto de espacialidades.</p>
<p>A constituição de nossos acervos, de nossas bibliotecas é, também, um “conjunto de virtualidades de valor essencialmente desigual”, como alertara o geógrafo brasileiro Milton Santos.</p>
<p>Posicionamentos ideológicos também delinearam, obviamente, a constelação temática discutida em cada edição do SNBU e cristalizam, por assim dizer, a oficialização de formação de mentalidades da área.</p>
<p>E, por oportuno, mineiros que somos, tenho a grata satisfação de anunciar que digitalizamos os Anais das edições anteriores e as disponibilizamos no site do Seminário. Como diziam os antigos (em sou bem antigo):  “Casa de ferreiro, espeto&#8230;”!!! Lembram-se de 1978, na Universidade Federal Fluminense, quando discutíamos “A biblioteca  como suporte do ensino e da pesquisa no desenvolvimento nacional”? E o “Plano nacional de bibliotecas universitárias”, que abordamos em 1987, na 5ª edição, na UFRGS? Já em 2004, na UFRN, no 13º Seminário, refletimos acerca do redimensionamento das bibliotecas universitárias; a gestão estratégica e a inclusão social.</p>
<p>Hoje, a nos reunir, temos todos a preocupação de discutir a relação entre as “Bibliotecas universitárias e o acesso público à informação” e a respectiva articulação de leis, tecnologias, práticas e gestão. Desenhamos nossas linhas discursivas em torno a grandes eixos: organização e serviços de informação; leis de acesso público à informação; gestão de Bus; tecnologia e comunicação científica.</p>
<p>Permitam-me, já encaminhando estas minhas palavras para o final, conclamar a todos, uma vez que neste ano de 2014, com a 18ª edição, o SNBU alcança a sua maioridade, a relembrar o papel de cada um de nós, a partir do nosso campo de atuação em bibliotecas e áreas afins, no sentido de deslocar a realidade do nosso país em direção à prevalência de uma urdidura social mais justa, mais igualitária, em que, em primeiro lugar, esteja a defesa da dignidade da pessoa humana.</p>
<p>O que tomo a ousadia de dizer, mais veementemente, é que nos lembremos da letra do nosso juramento, do cunho social e humanista do nosso fazer, para que, ao fim, instalações artísticas como a de Lúcia Gomes, intitulada “Santuário ou sanitário” (que articula-se no lixão de Aurá, em Belém, na qual não se divisa o que é lixo e o que é gente) configure-se, em um futuro breve, apenas como um lugar de memória, a nos alertar para as ciladas que permeiam a “formação das mentalidades”, em nossas bibliotecas. Em nosso horizonte de atuação temos a obrigação de contribuir para um processo de natureza outra, que mitigue a regência da batuta condutora da existência do ser humano feito coisa, dejeto, lixo.</p>
<p>Agradeço a cada um pela vida dedicada em prol deste momento presente, principalmente a Administração Central da UFMG e, também, aos nossos patrocinadores e expositores.</p>
<p>Devemos, como aconselha Guimarães Rosa, congressistas e convidados, “sempre fugirmos das formas estáticas, cediças, inertes, estereotipadas, lugares comuns, etc. O nosso fazer deve se dar à base de uma dinâmica ousada, que se não for atendida, o resultado será pobre e ineficaz. Temos de apreender novas maneiras de sentir e pensar. E, quando preciso, sermos indisciplinados. Aproximando-nos da poesia, da obscuridade do mistério, que é o mundo. É e nos detalhes, no trato com dignidade com o outro, que estes efeitos se obtêm.</p>
<p>Em meu nome e em nome da Anália, muito obrigado e um brilhante 18º SNBU para todos nós! E que toda positividade nos guie! Amém!</p>
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		<title>Avalie o SNBU 2014!</title>
		<link>https://www.bu.ufmg.br/snbu2014/noticias/avalie-o-snbu-2014-2/</link>
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		<pubDate>Mon, 24 Nov 2014 12:50:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[<p>A Comissão Organizadora do SNBU 2014 elaborou um formulário de avaliação do evento.</p>
<p>Contamos com a sua colaboração! Para preencher o formulário, <a style="color: #487bab;" href="https://docs.google.com/forms/d/1Grw1QK_da2sHnP0VHoq2dEKIqlWPgDZ7jVsdRjfbDIM/viewform?c=0&#38;w=1" target="_blank">clique aqui</a>. ...</p>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A Comissão Organizadora do SNBU 2014 elaborou um formulário de avaliação do evento.</p>
<p>Contamos com a sua colaboração! Para preencher o formulário, <a style="color: #487bab;" href="https://docs.google.com/forms/d/1Grw1QK_da2sHnP0VHoq2dEKIqlWPgDZ7jVsdRjfbDIM/viewform?c=0&amp;w=1" target="_blank">clique aqui</a>.</p>
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		<item>
		<title>Peter Burke explica o papel dos bibliotecários e das bibliotecas na  história do conhecimento</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Nov 2014 02:48:28 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[<p style="text-align: left;">Com uma produção científica marcada pela interdisciplinaridade, o professor Peter Burke, da Universidade de Cambridge, já escreveu mais de 20 obras. Dois dos livros por ele escritos retratam a história do conhecimento. O primeiro volume aborda o período de Gutenberg a Diderot e o segundo, da Enciclopédia à Wikipédia.</p>
<p>Em entrevista, Peter Burke disse que escreverá mais sobre essa temática e falou sobre “O papel dos bibliotecários na história do conhecimento”, assunto abordado na conferência de abertura do Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias (SNBU 2014), ...</p>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><img class="alignleft wp-image-782 size-medium" src="https://www.bu.ufmg.br/snbu2014/wp-content/uploads/2014/11/DSC_0866-300x199.jpg" alt="DSC_0866" width="300" height="199" />Com uma produção científica marcada pela interdisciplinaridade, o professor Peter Burke, da Universidade de Cambridge, já escreveu mais de 20 obras. Dois dos livros por ele escritos retratam a história do conhecimento. O primeiro volume aborda o período de Gutenberg a Diderot e o segundo, da Enciclopédia à Wikipédia.</p>
<p>Em entrevista, Peter Burke disse que escreverá mais sobre essa temática e falou sobre “O papel dos bibliotecários na história do conhecimento”, assunto abordado na conferência de abertura do Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias (SNBU 2014), organizado pelo Sistema de Bibliotecas da UFMG. O pesquisador enfatizou a importância desses profissionais e das bibliotecas no atual contexto de informação fragmentada e crescente inovação tecnológica.</p>
<p><strong>Assessoria de Comunicação do SNBU (ACS) – Falando sobre o tema da sua conferência no SNBU 2014, qual é o papel dos bibliotecários na história do conhecimento?<br />
</strong><strong>Peter Burke (PB) –</strong> As bibliotecas e os bibliotecários têm tido muitos papéis na história do conhecimento e, é claro, especialmente o papel prático. Uma importante função intelectual desses profissionais atualmente, e talvez a mais necessária, é a classificação dos livros. Estamos vivendo na era do que eu chamo a explosão do conhecimento. Explosão no sentido de expansão; o que é bom porque nós conhecemos mais coletivamente do que antes, mas também explosão significa fragmentação. Então, nesse contexto, nós precisamos de profissionais da informação que reordenem o “todo” e relacionem um tipo de conhecimento aos outros, classificando-os. E bibliotecários, não sozinhos, mas com outros acadêmicos, têm um papel importante nesse aspecto.</p>
<p><strong>ACS &#8211; Qual é o futuro das bibliotecas e dos livros impressos nesse contexto de fragmentação do conhecimento e crescente inovação tecnológica?</strong><br />
<strong>PB –</strong> É sempre difícil prever o futuro. Sou um otimista diferenciado. Eu amo ler livros em papel. Aliás, eu cresci em uma livraria. Lamentaria muito se todos eles desaparecessem. Digo que sou um otimista diferenciado porque acredito na coexistência do livro impresso, até mesmo as revistas e jornais impressos que estão mais ameaçados, com os arquivos digitais. Como um historiador, gosto de fazer comparações e a situação hoje faz lembrar-me do século XV, quando a impressão foi inventada. Os copistas acreditavam que os livros impressos eliminariam os manuscritos e que eles perderiam seu sustento. Isso não aconteceu. Houve uma coexistência entre impresso e manuscrito, que passou a ser utilizado com o propósito da elite de manter determinados conhecimentos restritos, não permitindo que chegassem ao grande público. Então eu acredito que haverá essa coexistência entre o livro impresso, que será melhor para alguns propósitos, e os livros digitais, para outras finalidades. Portanto, o livro ainda não está morto, eu espero&#8230;</p>
<p><strong>ACS – Como as bibliotecas e os bibliotecários podem se beneficiar dos exemplos da história do conhecimento?</strong><br />
<strong>PB –</strong> Acredito que alguns poucos bibliotecários têm sido, de fato, criativos, e seria interessante que suas ações fossem copiadas em todo o mundo. Minha biblioteca favorita é a do <em>Warburg Institute</em>, em Londres, cujo primeiro bibliotecário, o austríaco Fritz Saxl, era especialista em História da Arte. Ele acreditava que a biblioteca deveria ser organizada de acordo com a lei da boa vizinhança, ou seja, os livros vizinhos deveriam tratar exatamente o mesmo assunto, instigando os leitores a, além de levar o livro que estavam procurando, pesquisar também nos outros livros “vizinhos” disponíveis na estante. Esse tipo de biblioteca (que favorece a lei da boa vizinhança) deve ser organizada por tópico e não por grandes categorias como “História” ou “Geografia”. Existem tópicos incríveis no mundo das bibliotecas. Eu me lembro de uma que dizia “O retorno do último imperador do mundo”. Há apenas 5 ou 6 estudos sobre isso e estão todos juntos e, dessa forma, o sistema de vizinhança funciona muito bem. Para fazer a classificação das obras nesse sistema, é necessário ter bibliotecários acadêmicos, pois não se pode classificar o livro apenas pelo título, mas pela obra inteira. É fundamental lê-la por inteiro. Somente assim sabe-se exatamente onde colocá-lo na estante. O <em>Warburg Institute</em> teve uma seqüência de bibliotecários acadêmicos – metade do tempo bibliotecário e a outra metade professores nas universidades. Pelo que eu saiba, esse sistema ainda não foi imitado, mas seria maravilhoso se fosse.</p>
<p><strong>ACS – Professor, seus livros e pesquisas são marcados pela interdisciplinaridade. Qual é a importância de manter esse diálogo entre diferentes áreas do saber?</strong><br />
<strong>PB –</strong> É muito importante porque, pessoas trabalhando em diferentes assuntos, às vezes estudam questões similares, mas não conhecem as pesquisas uns dos outros e estudam essas questões, algumas vezes, de perspectivas diferentes, por utilizarem disciplinas com diferentes tradições. Isso nos leva de volta para o <em>Warburg Institute</em>, originalmente a biblioteca privada do acadêmico Aby Warburg. Ele não precisava trabalhar porque era filho de um banqueiro. Por isso, podia explorar livremente várias áreas do conhecimento. Aby transgredia sempre as fronteiras das disciplinas e alternava entre as artes, história, antropologia e outras áreas. Isso é algo muito importante na inovação e descoberta de conhecimentos. Essa interdisciplinaridade pode acontecer de duas diferentes maneiras. Pode ser a união de pessoas que especializaram em diferentes disciplinas em uma pequena Conferência, digamos, trocando idéias. É um bom começo, mas não é o suficiente. Acredito também ser importante mantermos viva uma rara espécie intelectual, que agora definitivamente é uma espécie ameaçada: o sábio; aquele que sabe muito sobre várias disciplinas e estuda a fundo história, antropologia, sociologia, matemática, geografia etc. Esse tipo de pessoa é capaz de conectar os diferentes assuntos de uma maneira melhor do que um grupo de 10 ou 15 acadêmicos trocando idéias ao redor de uma mesa. Restam pouquíssimos indivíduos assim. É muito importante manter um ambiente em que essas espécies intelectuais possam florescer. Darei um exemplo: o pesquisador Jared Diamond. Ele começou a vida intelectual como fisiologista. Então se tornou interessado em ornitologia e, como resultado, foi estudar alguns pássaros na Nova Guiné. Lá, ficou interessado em lingüística por estar em um país com centenas de línguas e também se interessou por antropologia, porque estava vivendo em uma sociedade muito diferente dos EUA, onde ele cresceu. Então aprendeu todas essas disciplinas e decidiu também estudar história. Foi quando escreveu 3 livros famosos nos quais mesclou o conhecimento científico ao histórico e produziu interessantes teorias. Então Jared Diamond é um exemplo vivo da interdisciplinaridade que, eu espero, não desaparecerá nas próximas gerações.</p>
<p><strong>ACS – Falando sobre a internet e Wikipédia, como você avalia o fácil acesso à informação no processo de construção e validação do conhecimento?</strong><br />
<strong>PB –</strong> Primeiro, é importante fazer uma distinção entre “buscar” e “pesquisar” uma informação. “Buscar” significa procurar por uma informação rapidamente em lugares que nos permitem essa agilidade. Nesse aspecto a internet é maravilhosa e a Wikipédia tem seu espaço. “Pesquisar”, por sua vez, significa voltar aos recursos originais. Talvez, em algum momento no futuro, seja possível, ao ler um artigo na internet, por meio de cliques, ser levado de uma fonte à outra, de um dado ao outro. Atualmente, o melhor se pode fazer é colocar uma nota de rodapé na Wikipédia com a referência de um determinado livro, o que já é o início. Eu gosto da Wikipédia em muitos aspectos, por várias razões diferentes. A primeira é o fato de possibilitar uma experiência democrática e escrita colaborativa, aberta a todos. Em segundo lugar, gosto do que eu chamo de “advertências para a saúde intelectual”, porque os conteúdos trazem mensagens do tipo: “esse artigo pode ser melhorado” ou “esse artigo não possui fontes suficientes” e convida os leitores a aperfeiçoá-los. Nas enciclopédias impressas isso não era possível. Além disso, elas eram atualizadas a cada 10 anos, já a enciclopédia <em>on-line</em> é atualizada diariamente. Por fim, há também a vantagem que você pode expandir a enciclopédia virtual, o que nas impressas causaria aumento dos custos com a produção. Nas enciclopédias, quando era acrescentada uma informação, tiravam aquelas ultrapassadas. Seria interessante estudar o que foi mantido nessas enciclopédias, ao longo dos anos, porque isso mostra como sucessivas gerações têm diferentes avaliações da importância de determinados tipos de conhecimento. Na Wikipédia, pelo menos a princípio, você pode manter tudo, porque está na “nuvem”, onde parece haver muito espaço. Para buscar informações, ela é maravilhosa e, às vezes, podemos utilizar a Wikipédia até mesmo para pesquisar. No entanto, na maioria das vezes, para tal finalidade, ainda utilizamos livros impressos e preservamos, até mesmo, os manuscritos, em milhares de arquivos ao redor do mundo.</p>
<p><strong>ACS – Você já escreveu duas importantes obras sobre a história do conhecimento. Atualmente, você planeja escrever mais um livro com esse tema?</strong><br />
<strong>PB –</strong> Confesso que fiquei viciado na história do conhecimento e escrevi livros gerais sobre esse assunto, creio que posso focar em um tópico específico. Estou interessado no papel dos exilados, refugiados e expatriados na história do conhecimento, porque normalmente eles têm a experiência de lidar com dois sistemas de conhecimento diferentes, mesmo que tenham sido deslocados apenas dentro da Europa. Pense, por exemplo, nos estudiosos judeus, que tiveram que deixar a Alemanha em 1933, ou a Áustria em 1938. Muitos deles foram para outros países europeus, como a Inglaterra, e muitos foram para os Estados Unidos. Nesses lugares encontraram diferentes culturas de conhecimento. Um fato interessante é que o Inglês, sobretudo na década de 30, tinha certa aversão à teoria, devido à tradição inglesa do empirismo. Os estudiosos alemães, por sua vez, vieram de uma tradição onde a teoria era muito valorizada. Dessa forma, em um primeiro momento, houve muitos mal-entendidos, mas graças à interação entre esses estudiosos, é perceptível certa hibridização do conhecimento. Definitivamente, alguns dos estudiosos ingleses jovens desenvolveram interesse pela teoria e vice-versa. Esse é um exemplo do importante impacto dos exilados, refugiados e repatriados no sistema de conhecimento do país no qual passam a morar e, alguns deles, têm uma experiência duplicada. Essa situação de ser deslocado de pátria pode não ser muito confortável, mas pode levar a novos <em>insights</em> e é isso que eu quero pesquisar no meu novo livro.</p>
<p>Parte dessa entrevista foi veiculada na TV UFMG.<br />
Para conferí-la, clique no link abaixo e adiante o vídeo para 3´15&#8221;:<br />
<a href="https://www.youtube.com/watch?v=n5d6z-botyM" target="_blank">https://www.youtube.com/watch?v=n5d6z-botyM</a></p>
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		<title>Em entrevista, Marie Pellen destacou as possibilidades do OpenEdition</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Nov 2014 01:38:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[admin]]></dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[<p><strong>Assessoria de Comunicação do SNBU 2014 (AC) -</strong> Quais as principais dificuldades detectadas em relação ao acesso livre às revistas científicas?
<strong>Marie Pellen (MP)</strong> &#8211; Há vários entraves e burocracia para o acesso livre. Um deles é pensarmos em acesso aberto e não em edição eletrônica para acesso aberto e, quando falamos de revistas e livros científicos, precisamos falar de edição primeiro. Além disso, é necessário pensar nos meios para concretizar esse acesso. O importante não é só disponibilizar um texto em acesso aberto, ...</p>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<img class="alignleft size-medium wp-image-772" src="https://www.bu.ufmg.br/snbu2014/wp-content/uploads/2014/11/DSC_0695-198x300.jpg" alt="DSC_0695" width="198" height="300" />
<p><strong>Assessoria de Comunicação do SNBU 2014 (AC) -</strong> Quais as principais dificuldades detectadas em relação ao acesso livre às revistas científicas?<br />
<strong>Marie Pellen (MP)</strong> &#8211; Há vários entraves e burocracia para o acesso livre. Um deles é pensarmos em acesso aberto e não em edição eletrônica para acesso aberto e, quando falamos de revistas e livros científicos, precisamos falar de edição primeiro. Além disso, é necessário pensar nos meios para concretizar esse acesso. O importante não é só disponibilizar um texto em acesso aberto, mas também ter os meios para disponibilizar esse texto.</p>
<p><strong>AC-</strong>Qual é o procedimento para aderir às plataformas oferecidas pelo OpenEdition?<br />
<strong>MP</strong> &#8211; Para o Calenda, qualquer pessoa pode submeter um evento, cuja qualidade será avaliada pela nossa equipe editorial.  Para o Hypotheses a mesma coisa. É aberto para qualquer pessoa que queira abrir um blog, cujo conteúdo também é avaliado pela equipe da OpenEdition. Para as revistas, é necessário preencher um formulário e enviar os três últimos números em formato digital. É feita, então, uma dupla avaliação da revista pelo Conselho Científico, que analisa não só a qualidade do conteúdo, mas também a capacidade da equipe editorial de assegurar a colocação on-line e publicar números de maneira regular. No Books é a mesma coisa. Há um formulário a preencher e depois é feita uma avaliação das coleções. A única diferença é que o Books tem um financiamento especial e então, os editores que quiserem, podem ter um apoio à digitalização e disponibilização on-line. Em contrapartida, o editor se compromete a colocar pelo menos cinqüenta por cento dos livros em acesso livre no Freemium.</p>
<p><strong>AC - </strong>E as bibliotecas e outras instituições que queiram fazer a assinatura do Freemium?<br />
<strong>MP</strong> &#8211; Para fazer uma assinatura, o melhor é entrar em contato com a equipe editorial do Freemium por e-mail (<a href="mailto:freemium@openedition.org">freemium@openedition.org</a>). A Freemium fará uma proposta de custo para a instituição, de acordo com o nível de desenvolvimento do país e o número de estudantes em Ciências Sociais e Humanas na Instituição. As bibliotecas que quiserem também podem se beneficiar de um teste de três meses, para adaptação à plataforma.</p>
<p><strong>AC - </strong>A editoração das revistas científicas é um aspecto que exige atenção redobrada e um dos desafios que você citou na Conferência. O OpenEdition oferece um treinamento?<br />
<strong>MP</strong> &#8211; Há um treinamento de dois dias para o uso do nosso software, que inclui essa questão. Há também um evento de dois em dois anos, no qual organizamos palestras, treinamentos para editoração de revistas on-line e também para os editores de livros e tudo isso com o foco sobre acesso livre.</p>
<p><strong>AC - </strong>A ferramenta de editoração e publicação é fácil de manipular?<br />
<strong>MP</strong> &#8211; É de fácil manipulação e acesso. Uma vez que a revista esteja revisada e formatada pela equipe editorial, não há mais trabalho a fazer, pois o software faz a conversão para todos os formatos (HTML, PDF e Epub) e isso é importante, porque se facilitamos a maneira de disponibilizar os conteúdos digitais, aumentamos o tempo que a equipe de editoração tem para editar os textos e cuidar da qualidade e da revisão de pares e conteúdo.</p>
<p><strong>AC - </strong>Para vocês que têm experiência, qual é a sugestão do número de pessoas para uma equipe de editoração?<br />
<strong>MP</strong> &#8211; Creio que o ideal seja ter um assistente editorial, que possa trabalhar em pelo menos meio horário para a revista, com o apoio de uma equipe editorial de três/quatro pessoas. O Conselho Científico também faz parte da revista e pode ser maior porque ele vai dar suporte para a avaliação e revisão de pares, mas é importante que a equipe editorial não seja muito grande, tenha no máximo quatro pessoas, para facilitar a tomada de decisão.</p>
<p><strong>AC - </strong>Qual é o objetivo da plataforma Calenda?<br />
<strong>MP</strong> &#8211; O objetivo é dar mais visibilidade aos eventos. Por exemplo, para fazer uma divulgação ampla do call for paper (chamada de trabalhos). Se for divulgado apenas na área e no meio da revista, provavelmente não terá o mesmo alcance e variedade de artigos que poderia ter com uma ampla divulgação. O Calenda possibilita uma maior visibilidade, o que também poderá aumentar a qualidade da revista. E, além disso, é um calendário em comum de todos os eventos das Ciências Sociais e Humanas.</p>
<p><strong>AC - </strong>A unificação das revistas em uma plataforma também é um ponto positivo do OpenEdition?<br />
<strong>MP</strong> &#8211; De fato, notamos que muitas revistas têm iniciativa de publicar em acesso aberto em um site isolado, mas isso prejudica a visibilidade. E é importante se beneficiar das facilidades de uma plataforma porque é muito mais fácil de entrar nos índices de citação e metadados quando colocamos várias revistas em uma única plataforma, do que quando colocamos apenas uma. Dessa maneira, percebemos que as iniciativas isoladas não são tão eficazes&#8230;</p>
<p><strong>AC - </strong>Qual é a diferença entre a plataforma SEER, do Ibict, e a oferecida pelo OpenEdition?<br />
<strong>MP</strong> &#8211; A plataforma brasileira funciona com o OJS e a vantagem disso é que ele permite fazer todo o processo da submissão à publicação do artigo, mas uma das desvantagens é que quase todas as pessoas disponibilizam apenas o PDF do artigo e não o HTML, apesar de haver também essa possibilidade. Nesse momento, o OpenEdition está também trabalhando com o OJS na plataforma Revues.org, mas apenas para processo de avaliação do artigo. Depois desse momento de avaliação, utiliza-se o software livre Lodel, desenvolvido pelo OpenEdition.</p>
<p><strong>AC - </strong>Qual é a diferença entre o Lodel e o OJS?<br />
<strong>MP</strong> &#8211; A diferença é que o OJS é muito voltado para o processo técnico, da submissão à publicação e o Lodel é voltado para a edição eletrônica, disponibilizando a revista em todos os formatos (HTML, PDF e Epub). Há também a intenção de agregar, no OpenEdition, o OJS para facilitar todos os outros processos, da submissão à publicação, mas esse software precisa ser atualizado, pois possui mais de 10 anos e precisa ser adaptado às diferentes línguas e especificidades de editoração de cada país.</p>
<h3><strong>Saiba mais</strong></h3>
<h4>As quatro plataformas do OpenEdition</h4>
<p><strong>Books</strong><br />
Inaugurada em fevereiro de 2013, esta plataforma é dedicada às coleções de livros em todas as línguas e em todas as áreas da investigação em ciências sociais e humanas. Tem por ambição criar uma biblioteca internacional para as humanidades digitais e, para tal, incentiva as editoras a desenvolverem o acesso livre a longo prazo. Até 2020, estarão on-line 16000 obras e mais da metade em acesso livre.<br />
<a href="http://books.openedition.org/">http://books.openedition.org</a></p>
<p><strong>Revues.org</strong><br />
Fundada em 1999, Revues.org é atualmente uma plataforma com 400 revistas on-line, ou seja, 120.000 artigos em acesso livre direto. As revistas são selecionadas com base em critérios científicos e os respectivos sites obedecem a uma carta de qualidade, que garante uma grande acessibilidade à literatura científica.<br />
<a href="http://www.revues.org/">http://www.revues.org</a></p>
<p><strong>Hypotheses<br />
</strong>A Hypotheses é uma plataforma de blogs de investigação, constituindo um espaço de experimentação de novas escritas acadêmicas e de comunicação direta entre os investigadores. Após 4 anos de existência, a Hypotheses reúne mais de 700 blogs escritos por uma comunidade de 1200 blogueiros oriundos de todos os países do mundo.<br />
<a href="http://hypotheses.org/">http://hypotheses.org</a></p>
<p><strong>Calenda<br />
</strong>Desde 2000, Calenda é um calendário das letras e das ciências sociais e humanas que divulga mais de 22000 eventos. Em acesso livre, informa a comunidade científica, anunciando colóquios, seminários, jornadas de estudo, ofertas de bolsas, convites à apresentação de trabalhos etc.<br />
<a href="http://calenda.org/">http://calenda.org</a></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Fonte:<br />
</strong>lusopenedition.org<br />
lus@openedition.org</p>
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