{"id":157,"date":"2018-02-09T16:44:18","date_gmt":"2018-02-09T16:44:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.bu.ufmg.br\/bu_atual\/?page_id=157"},"modified":"2021-04-22T20:20:01","modified_gmt":"2021-04-22T20:20:01","slug":"francisco-de-assis-magalhaes-gomes","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.bu.ufmg.br\/bu_atual\/especiais-e-raros\/brasiliana\/francisco-de-assis-magalhaes-gomes\/","title":{"rendered":"Francisco de Assis Magalh\u00e3es Gomes"},"content":{"rendered":"<p>F\u00edsico brasileiro nascido em Ouro Preto, Minas Gerais, Francisco Magalh\u00e3es Gomes foi pioneiro na f\u00edsica nuclear no Brasil. A atua\u00e7\u00e3o dele no\u00a0Conselho Deliberativo do CNPq, criado em 1951,\u00a0 viabilizou a libera\u00e7\u00e3o de recursos que permitiram a instala\u00e7\u00e3o, em 1952, do Instituto de Pesquisas Radioativas (IPR), na Escola de Engenharia da UFMG. Em 1958, participou, junto com uma equipe de engenheiros liderada por Jair Carlos Melo, da montagem do reator nuclear da Universidade Federal de Minas Gerais, o Triga, cuja utilidade era possibilitar o treinamento de pessoal e produzir\u00a0radiois\u00f3topos que possuem aplica\u00e7\u00e3o na medicina.<\/p>\n<p>Tudo isso fez com que Francisco Magalh\u00e3es Gomes ficasse conhecido como &#8216;Chiquinho Bomba At\u00f4mica&#8217;, apelido que incomodava seus amigos, j\u00e1 que Magalh\u00e3es Gomes, na verdade, era abertamente contra a bomba at\u00f4mica.\u00a0\u201cEle era um pacifista que deve ser lembrado porque trouxe o atomismo para a cultura de Minas\u201d, disse o qu\u00edmico Jos\u00e9 Israel Vargas, ex-ministro da Ci\u00eancia e Tecnologia, em entrevista ao Boletim da UFMG durante as comemora\u00e7\u00f5es do centen\u00e1rio de nascimento de Magalh\u00e3es Gomes, em mar\u00e7o de 2006. Israel Vargas tamb\u00e9m revela outra faceta de Magalh\u00e3es: o humanismo. \u201cEra um homem extremamente culto. Recitava Dante e Dom Quixote, apreciava a literatura francesa e lia poetas alem\u00e3es.\u201d<\/p>\n<p>Na d\u00e9cada de 1990, a filha de Francisco Magalh\u00e3es doou, para a UFMG, parte dos livros de sua biblioteca pessoal sobre Brasiliana (cole\u00e7\u00e3o que tem como tema espec\u00edfico o Brasil) e Literatura.<\/p>\n<h4>Curiosidade<\/h4>\n<p>No princ\u00edpio da d\u00e9cada de 80, Francisco de Assis Magalh\u00e3es Gomes foi convidado pelo papa Jo\u00e3o Paulo II para participar de uma comiss\u00e3o de revis\u00e3o do processo da Igreja Cat\u00f3lica contra Galileu. Da\u00ed surgiram seus conhecidos estudos sobre o cientista. Acreditava que Galileu n\u00e3o era devidamente valorizado por sua contribui\u00e7\u00e3o \u00e0 ci\u00eancia.<\/p>\n<h4><strong>Localiza\u00e7\u00e3o do acervo<\/strong><\/h4>\n<p><a href=\"https:\/\/www.bu.ufmg.br\/bu_atual\/divisao-de-colecoes-especiais-e-obras-raras\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Divis\u00e3o de Cole\u00e7\u00f5es Especiais e Obras Raras da UFMG<\/a><br \/>\nQuarto andar da Biblioteca Central<\/p>\n<h4><strong>Normas de acesso<\/strong><\/h4>\n<p><a href=\"https:\/\/www.bu.ufmg.br\/bu_atual\/formulario-agendamento-de-visitas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Consulta com agendamento<\/a>. Para atendimento na sala de pesquisa, \u00e9 necess\u00e1rio apresentar documento de identifica\u00e7\u00e3o com foto.<\/p>\n<h4><strong>Contatos<\/strong><\/h4>\n<p>(31) 3409-4615<br \/>\ncolesp@bu.ufmg.br<\/p>\n<h4><strong>Cat\u00e1logo<\/strong><\/h4>\n<p>O cat\u00e1logo da cole\u00e7\u00e3o de Francisco de Assis Magalh\u00e3es Gomes est\u00e1 em desenvolvimento e ser\u00e1 disponibilizado em breve.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>F\u00edsico brasileiro nascido em Ouro Preto, Minas Gerais, Francisco Magalh\u00e3es Gomes foi pioneiro na f\u00edsica nuclear no Brasil. A atua\u00e7\u00e3o dele no\u00a0Conselho Deliberativo do CNPq, criado em 1951,\u00a0 viabilizou a libera\u00e7\u00e3o de recursos que permitiram a instala\u00e7\u00e3o, em 1952, do Instituto de Pesquisas Radioativas (IPR), na Escola de Engenharia da UFMG. 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