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Biblioteca Universitária recebe doação de ex-libris

Carla Pedrosa

A Divisão de Coleções Especiais e Obras Raras da Biblioteca Universitária da UFMG (Dicolesp) recebeu, recentemente, 22 ex-libris doados pelo bibliotecário e colecionador Alexandre Medeiros. “Arrematei um significativo lote de ex-libris em um leilão num sebo do Rio de Janeiro e percebi que formavam um pequeno acervo, com boas peças. Por conhecer o trabalho dedicado feito pela bibliotecária Diná Araújo, coordenadora da Dicolesp, resolvi doar todos os ex-libris do meu acervo para a UFMG, onde poderão ser mais bem cuidados, estudados e apreciados”, explica Alexandre. 

Expressão em latim que significa “Dos livros”, ex-libris é uma marca inscrita numa vinheta, geralmente colada na contracapa ou na página de rosto de um livro, para indicar quem é seu proprietário. Em geral, a marca também contém um  brasão ou desenho e a expressão "Ex-libris", seguida do nome do proprietário.

Na Divisão de Coleções Especiais da UFMG, a maioria dos ex-libris estão fixados em livros do século XVI ao XX.  São centenas de itens em suas mais diversas manifestações: manuscritos, tipográficos, gravuras em metal, xilogravuras, selos, impressos e manuscritos, entre outros. O mais antigo é um ex-libris de Robert Estienne, impressor parisiense do Século XVI, especialmente conhecido por ter sido o primeiro a imprimir a Bíblia com a inclusão de capítulos e versículos numerados.

Apesar da maior presença, na Dicolesp, de ex-libris no formato tradicional – fixados em livros –, o setor também possui uma coleção de ex-libris soltos – formato comum para os colecionadores. Os primeiros 386 itens desse acervo foram doados na década de 1990 por Décio Pereira de Vasconcelos, arquiteto, bibliotecário e ex-librista.

Ex-libris do século XIX doado por Alexandre Medeiros

Ex-libris do século XIX doado por Alexandre Medeiros

E para completar essa coleção, entre os itens doados por Alexandre Medeiros este ano, está um datado de 1899 – o primeiro ex-libris solto do século XIX na coleção de ex-libris da UFMG – e 12 ex-libris de Alberto Lima.

“A partir da década de 1940 conseguimos observar, na Coleção de Ex-libris soltos da UFMG, trabalhos de artistas brasileiros, como Alberto Lima. A doação do Alexandre completa a coleção desse artista, com itens que ainda não tínhamos. Receber esses documentos e poder divulgá-los é muito gratificante”, afirma a bibliotecária Diná Araújo.

 

 

 
 
 
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